Reserva de Emergência: onde aplicar?

– O texto abaixo já ficou desatualizado. Por isso, reescrevi este post. Eis o link aqui: Reserva de Emergência: onde aplicar? (versão atualizada)

Não adianta planejar a vida financeira sem antes ter um capital separado para a reserva de emergência ou “colchão de segurança”.

Esse deve ser o primeiro passo – e o mais importante – para ter a segurança necessária para investir.

Desta forma, muitos sem conhecer adequadamente os instrumentos financeiros para aplicar a sua reserva de emergência ainda apelam para a poupança.

Hoje, a poupança paga 0,5% mais TR (acumulado 12 meses 2%), ou seja, equivale a 8% ao ano líquido de IR.

Porém, podemos fugir da poupança, com a mesma segurança, liquidez e rentabilidade melhor. Vamos os casos:

1) Se investir em um CDB de liquidez diária, que remunere 100% do CDI, conseguirá um rendimento bruto anual de 14,13%. – com o CDI atual, em 1 ano equivale a 11,6% líquido de IR.

Por conta disso, apenas com essa aplicação já temos 45% a mais que a poupança e com a mesma segurança – ambos contam com a garantia do FGC.

Porém, dificilmente em um banco grande encontrará um CDB 100% de liquidez diária equivalente a 100% do CDI.

Para isso, é preciso encontrar essas taxas atrativas nos bancos médios ou corretoras – relembre aqui o post em que explico qual o aplicativo para encontrar as melhores taxas na renda fixa.

É válido ressaltar que os bancos médios também contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), da mesma forma que os bancos grandes. Claro que o risco dos pequenos ou médios quebrarem é um pouco maior. Neste caso, caso o banco sofra liquidação judicial, não receberá a quantia aplicada imediatamente, pois o FGC leva um certo tempo até organizar a lista de todos os beneficiários. Em média, de 2 a 4 meses é o prazo para o investidor recuperar o dinheiro aplicado.

Confira aqui como funciona o FGC e suas garantias.

2) Outra opção interessante – na qual também sou adepto – é o LFT, que é o Tesouro Direto atrelado a Taxa Selic.

Em relação a LFT, ela remunera 100% da SELIC, que é sempre ligeiramente superior ao CDI.

Entretanto, possui uma cobrança de taxa de custódia obrigatória de 0,3% ao ano, o que praticamente empata com o CDI.

É válido ressaltar que caso você opte por investir no Tesouro Direto, através de um banco grande, também há uma taxa de administração. Neste caso, o CDB 100% atrelado ao CDI, renderá mais. Destaco que caso opte por resgatar antecipadamente a LFT, este título oferece liquidação em D+1, o que significa que você só receberá o dinheiro 1 dia útil após a venda do título.

Além da rentabilidade e segurança já citados, a vantagem de ambos os casos sobre a poupança é que eles possuem rentabilidade diária.

Na poupança, o rendimento ocorre apenas na data de aniversário da aplicação. Ou seja, se você deixar seu dinheiro aplicado por 29 dias e retirá-lo, você não receberá nada a mais. Ao contrário dos CDBs e LFT, a remuneração é por cada um desses 29 dias.

Portanto, essas são as boas escolhas para deixar aplicado a sua reserva de emergência.

Para quem é ultra conservador e não larga mão da poupança, experimente utilizar os três casos citados ao mesmo tempo. Isto é, utilize um terço da reserva de emergência no banco médio em CDB, a outra parte em LFT e outra também na poupança. Só assim, o risco fica mais diluído, sem perder a rentabilidade.




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