Itaúsa – herança para os herdeiros

O destaque da semana foi a Itaúsa (ITSA) junto com o fundo Cambuhy e Brasil Warrant adquirir a totalidade das ações da Alpargatas (ALPA).

O negócio estava em um imbróglio por causa do preço. Enquanto a J&F, dos irmãos Batista, queria vender por um preço maior, a Itaúsa, obviamente, queria comprar por um patamar menor. Se até a Itaúsa só gosta de comprar bons ativos por um preço justo. Não sou eu para discordar. E desconfie das pessoas que falam para comprar bons ativos por qualquer preço. Sim, preço importa e muito.

Ao final, o montante total envolvido foi de 3,5 bilhões de reais. O valor pago na transação será de R$ 14,25 por ação ordinária e R$ 11,40 por ação preferencial de ALPA. Ou seja, pelo preço de mercado, se deu bem quem tinha as ações ordinárias e ruim para quem tinha as preferenciais.

Mas não importa, pois quem tinha as ações da Alpargatas se deu bem. Saiu de um controlador duvidoso, para um controlador consolidado e de boa governança.

Melhor ainda então, para quem é acionista de Itaúsa, que além de ser controladora do Itaú, agora, também é indiretamente de Alpargatas – dona das Havaianas e Osklen.

Fica mais evidente que foi por um bom motivo as subscrições de Itaúsa no primeiro semestre de 2017. Como havia dito neste post aqui.

Até que me provem ao contrário, serei sócio de Itaúsa ad eternum




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