Como investir em uma Startup?

Se você acha que é arriscado investir em ações, imagine em uma startup?

Antes de tudo, é preciso dizer: invista pouco do seu capital. Não ultrapasse mais do que 2 ou 3% do seu capital em uma startup.

Para se ter uma ideia, meu capital investido em startups é de 2%. Ao todo, foram três investimentos em startups e, em breve, estarei aportando na quarta empresa – apenas estudando a possibilidade.

Se você não leu, sugiro a leitura do post anterior: “Por que parei de investir em startup de tecnologia?

Para quem não sabe, investir em startup é arriscado, pois corre sérios riscos do seu capital ser dizimado. Por isso, é preciso estar preparado para isto.

De acordo com as últimas pesquisas, 25% das startups brasileiras não sobrevivem ao primeiro ano. E 74% fecham as portas a partir do 5o ano. Deu para se ter uma ideia que é bem provável que o investimento vá a zero ao longo do tempo. Em contrapartida, quando o negócio dá certo, o retorno é exponencial. Para isso, é preciso conhecer a startup. Caso ocorra novas rodadas de investimento, é preciso analisar a evolução do negócio. Se possível, participe das novas rodadas de capital, para que a sua participação não seja corroída.

Afinal, como faço para encontrar boas empresas? Assim como investir no mercado acionário, é preciso estudar e não sair investindo em qualquer startup por aí.

Eis duas boas plataformas brasileiras, que eu conheço, que ajudam a selecionar algumas empresas interessantes, como a Broota e a Eqseed. Através delas, foram meus investimentos em startups. Tem ainda a americana MicroVentures. Se tiver outra plataforma tão eficiente quanto, pode indicar nos comentários.

Vale lembrar que estas plataformas abocanham uma parcela de um possível sucesso no futuro. Leia atentamente. Por isso, volto a frisar, é preciso pesquisar, analisar o projeto, conversar com os fundadores – sim, há essa possibilidade – e, claro, não vá investir em todas as startups que aparecem no caminho.

Recomendo o livro As Upstarts. Li recentemente e aborda justamente as histórias do Airbnb e do Uber. Conta todas as dificuldades que as startups sofreram até chegar ao ponto de hoje.




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Por que parei de investir em startup’s de tecnologia?

Você não terá retorno, mesmo que a startup obtenha êxito, o grande vencedor são os fundos de investimento. Explico os motivos…

Fui investidor de três startups do setor de tecnologia. Ao passar dos anos, as três precisaram de aportes para sobreviver, dependiam de nova injeção de capital para não fechar as portas.

As três conseguiram este aporte através de fundos de investimento, como as venture capitals. Como eu não havia aportado nas novas rodadas, minha participação se diluiu nas startups. O que antes era por volta de 6% em cada uma delas, passou a valer por volta 1% ou até menos. Se a minha participação diminuiu consideravelmente, imagine para os proprietários?

Com a chegada dos fundos de investimento, os sócios perderam a participação majoritária. Pois, quem dominava e determinava a situação de liderança nas startups passou a ser os fundos.

E aquele encanto dos sócios, em serem os fundadores ou serem os próprios chefes, foram se perdendo ao passar dos tempos. Por incrível que pareça, nas três startup’s, o cenário foi o mesmo. Pois as três, não obtinham lucro de forma alguma. Ainda é difícil ter saldo positivo no setor digital. Pois a maioria imagina que os lucros virão no futuro, tudo na base da expectativa. Mas esse dia, demora a chegar. Por isso, que de cada 10 startups investidas pelos fundos de investimento, apenas 1 consegue vingar. E esta única compensará todos os prejuízos das outras 9 startups.

As outras 9 restantes, os fundos de investimento perdem a paciência, pois seguem a estratégia da regra de Pareto, pois voltam os recursos apenas para a mais eficiente, a galinha dos ovos de ouro.

Enquanto isso, a única possível candidata aos louros precisa de novos aportes de capital. Em cada rodada, os empreendedores que fundaram a startup foram ainda mais diluídos, por falta de capacidade de acompanhar os investimentos necessários ao crescimento. E o minoritário, lá do início da história, foi praticamente corroído na participação.

E ainda não mencionei que em uma possível venda estratégica – leia-se abrir o capital na bolsa – os fundos também tem direito de vender suas ações antes dos sócios fundadores.

O que me fez pensar nos últimos dias é que a geração “millennial” – que ‘só pensa’ em negócio digital, pois seria mais fácil para empreender – não está obtendo êxito como gostaria. Enquanto isso, na outra ponta, quem apostou em negócios ‘não-digitais’, da velha economia, conseguiu empreender melhor, ser mais eficiente, obtendo uma venda melhor do seu negócio.

Por isso que os meus próximos aportes em startups não estarão mais voltados para negócios ditos digitais, como e-commerce, aplicativos ou marketplaces. Caso queira investir no setor de tecnologia, pense em negócios já consolidados.




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Um novo capítulo das criptomoedas

Assista ao vídeo abaixo. Fique tranquilo, são só os 15 primeiros segundos.

É ela mesmo. É a Whoopi Goldberg em um comercial sobre o Flooz, do longíquo anos 2000.

Caso não se lembre, tentarei explicar o que era o Flooz.

Como a atriz mesmo diz: “é como se fosse dinheiro”. É, digamos que era uma espécie de dinheiro virtual, que você podia comprar com o seu cartão de crédito – pois é, já se falavam sobre moeda digital naquela época. Porém, para contextualizar o cenário, o Flooz era mais parecido com os “gift-cards” ou “vale-presentes”. Você comprava uma quantidade de Flooz, e com isso você poderia a ir um supermercado ou lojas, como a Tower Records, por exemplo, e adquirir livros, CDs ou DVDs apenas com Flooz – sim, naquela época se vendiam cds e dvds.

Com isso, Flooz tentou estabelecer uma moeda única e digital para os comerciantes da Internet. Foram audaciosos e desta forma, a empresa conseguiu captar US$ 35 milhões no negócio de “gift-cards” ou “dinheiro virtual”. Parece uma insanidade, mas qualquer negócio que no final tinha “.com” foi catapultada ao infinito e além. Não é por acaso, as empresas foram sobreavaliadas ao extremo e ficou conhecida mais tarde como a bolha das “dot.com”.

Pensou em algo semelhante? Então, aonde quero chegar?

Atualmente, estamos vivenciando a euforia das criptomoedas. Máximas de valorização a cada dia. Em cada mês, surge uma nova criptomoeda elevadas a mais alta potência, enfim, considerado o novo Santo Graal dos investimentos. A cada semana, um ICO diferente e com uma proposta revolucionária digital. Do modo de vista, está até bem parecido com o Flooz – o dinheiro virtual dos anos 1999-2000.

O conceito inusitado que eu consigo ver em potencial é apenas o blockchain. Esse sistema sem ter intermediários bancários. Até porque no mundo, cada vez mais estaremos precisando menos de intermediários. Corretores e vendedores que o digam. Mas o blockchain precisa ser testado realmente a sua eficácia.

Voltando ao estouro da bolha “ponto.com”, poucas empresas daquela época sobreviveram e estão aí até hoje para contar história. Mas muitas delas fracassaram, assim como o Flooz. Em 2001, a empresa não resistiu a desconfiança dos usuários, após o FBI investigar um esquema russo de fraude e lavagem de dinheiro. Neste esquema, compraram unidades de Flooz após a clonagem de cartões de créditos dos usuários. Consequentemente, conseguiam comprar e resgataram a quantia em espécie.

O desconfiômetro segue ligado. Mas acredito que vivenciamos uma espécie de remake do “Vale a pena ver de novo” das moedas digitais. E o futuro delas? Podemos até fazer um revival do “Você Decide”, líder de audiência naquela época, mas não resistiu no ano 2000. Enquanto isso, assistiremos as novas máximas ou capítulos da novela dos “gift-cards” ou, se preferir, das criptomoedas.




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Por que eu parei de investir em empresas de varejo?

Porque estou em busca de empresas de marketplace, o varejo online. Por isso que parei de investir em empresas que necessitam de lojas físicas para vender, o “varejo físico”.

Não é à toa que Magazine Luiza (MGLU3) mudou a mentalidade e disparou na bolsa, com uma alta de mais de 500% em 2016. Porém, agora, ficou caro demais – será?

Entretanto, temos outros marketplaces listados que, até o momento, estão sendo mal administrados. E se melhorassem um pouco a performance, poderiam ter resultados astronômicos. Quem sabe, ter altas tão expressivas quanto a MGLU3 – mas não tenho bola de cristal para prever isso!

E outros varejistas que querem seguir o modelo da Magazine Luiza e que, aos poucos, estão aumentando a sua participação no varejo online. Basta verificar alguns relatórios e verificar esses números de transformação. Mas que, até então, ainda não refletiram no preço das ações.

Mas por que o varejo físico está “morrendo”?

É só dar uma circulada em algumas cidades, ir ao shopping e ler algumas notícias interessantes. Vou listar abaixo alguns links de diversos veículos:

Michael Kors is shutting down at least 100 stores following ‘catastrophic’ sales declinesBusiness Insider

Why is Walmart closing 269 stores? – CS Monitor

Sears, J.C. Penney, Kmart, Macy’s: These retailers are closing stores in 2017USA Today

Fnac anuncia que irá se retirar do Brasil – Exame

Crise chega a restaurantes tradicionais da cidadeJornal O Globo

Pela 1ª vez em 12 anos, shoppings fecham mais lojas do que abremFolha

Listei algumas notícias internacionais e também casos ocorridos no Brasil. E ainda inclui restaurantes e bares e também lojas físicas de shopping center – sobre shopping, até já publiquei o assunto neste post: Por que o investimento em shopping center não é mais um retorno garantido.

O que quero dizer é que se você pensa em investir no varejo físico é preciso pensar com mais precisão. Não saia vendendo tudo o que puder, caso você tenha investimento em empresas ligada ao varejo físico. Então, por que não pensar em investir no varejo online, em marketplace? Sim, neste momento, estou em busca deste nicho.




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Resolva estes problemas sociais e será um bilionário

Quer se tornar um bilionário?

Para isso, é preciso liderar e se dedicar a resolver um desses problemas que estão esperando para ser solucionados pela sociedade.

Não sabe quais?

Confira a lista:

1) Energia Elétrica via Wireless.
Esqueça as melhores baterias. O futuro dos telefones, tablets e de outras tecnologias funcionará da energia sem fio. Quem sabe, tente descobrir como transformar a sua TV ou até seu celular em uma fonte transmissora de energia elétrica sem precisar de fios e conexão.

2) Energia solar a preços acessíveis.
Hoje em dia, vimos os painéis solares apenas na classe alta.
O motivo é que são muito caros para instalar. Isso os torna inacessíveis para a classe média e baixa. Desta forma, projete uma célula solar barata e altamente eficiente. Assim, você teria o ‘poder’ da eletricidade.

3) Desalinização da água do mar
A escassez de água e a seca são um enorme problema. Mas e se pudéssemos transformar a água do oceano em água potável através da dessalinização? Até agora, ninguém projetou uma usina de dessalinização economicamente viável. Quem sabe, podemos resolver um dos problemas mais urgentes do mundo: a falta de água.

4) Zona rural com acesso a internet.
Sabemos que a Internet não funciona em algumas áreas. Principalmente, em zonas rurais e em países em desenvolvimento. Porém, resolvê-los não é uma tarefa fácil. O próprio Google e o Facebook estão trabalhando em projetos paralelos. E, acredite, ambos, estão enfrentando dificuldades. Se você puder encontrar uma solução mais rápida e mais barata que o Google, você poderia ter o tal ‘santo graal’ em mãos.

5) Melhorar as previsões meteorológicas
Prever as condições do tempo é difícil. Mas grandes eventos climáticos como terremotos, furacões, tornados e tufões custam bilhões de dólares a cada ano em danos. Para isso, é preciso desenvolver um modelo de previsão mais eficiente e ainda poderia salvar o mundo com custos bilionários. Enquanto isso, de quebra ainda colheria alguns bilhões com o seu desenvolvimento.

Dos cinco problemas citados, dois e meio estão relacionados a energia. Dizem que esta será a próxima evolução exponencial a ser explorada. Será que os ativos considerados seguros, como geradora, transmissora e distribuidora de energia elétrica atuais poderão estar com os seus “dias contados”?

Pois bem, considero que ainda é cedo para dizer.

E você, por acaso tem algum outro problema social que não foi citado e que necessita de solução? Escreva aí nos comentários…




Amazon Go, a revolução de 2017

“É o fim das filas e caixas das lojas físicas. Pegue os produtos que quiser e saia”.

Esse é o discurso do Amazon Go, o sistema que pode revolucionar o mercado em 2017.

Esse método nos poupará o nosso precioso tempo nas longas e chatas filas do supermercado, por exemplo.

Como vai funcionar? A pessoa entra na loja com o aplicativo da Amazon Go, se quiser, pode guardar o celular no bolso e começar a comprar. O sistema atualiza o carrinho de compra de forma automática, de acordo com o que você retira da prateleira. Se você pegar algum item e devolver o produto na prateleira, automaticamente, ele é retirado do seu carrinho de compras virtual do aplicativo.

Essa revolução no sistema de compras funciona a partir da tecnologia dos self-driving cars, nomeada de Just Walk Out. Quando você sair, a tecnologia Just Walk Out debita na sua conta da Amazon e você recebe o recibo com as compras.

Confira o vídeo mais que explicativo…

Até o momento, as lojas físicas da Amazon Go pretendem ser pequenas, para que a pessoa entre, pegue e saia, sem perder tempo. Estão em fase beta, mas já anunciaram que será aberto para o público geral em 2017.




Dica do Dia: Invoop

Confesso que não conhecia nenhuma plataforma digital que conectava compradores e vendedores de empresas de uma forma eficaz.

Estava interessado em diversificar na forma de investimento. Queria investir na compra de um negócio já consolidado ou, quem sabe, entrar como sócio investidor em uma empresa que buscava expansão, mas que precisava de capital.

Como eu já invisto uma pequena parte do meu capital em uma startup, recebi e-mail convidativo de crowdfunding em uma startup de marketplace de compra e venda de empresas.

Achei a idéia fabulosa. Balcão de negócio online apenas para empresas.

A princípio não cogitei na possibilidade de investimento nesta startup, a Invoop, até porque negócios digitais são mutáveis, um pouco mais arriscado, creio eu.

Entretanto, no site encontrei um leque com algumas boas opções de empresas que estão sendo vendidas e até buscando um parceiro investidor.

Claro que nem tudo são flores, precisa pesquisar bem a localidade, o negócio, o público alvo… As variáveis são enormes.

Porém, tem alguns negócios interessantes na plataforma.

Segue o link do site indicado: invoop.com.
O cadastro é grátis. Aliás, não estou recebendo nenhuma comissão. É apenas uma indicação.