O que você deveria saber e não te contaram ainda…

Faz tempo que tento implementar a filosofia de focar no longo prazo e não fazer trades curtos ou daytrade. (Desculpe se você não aguenta mais ler sobre disso aqui, mas é preciso manter a disciplina.)

Por que isso? Quanto mais você faz trades, mais favorece a banca. Ou seja, os bancos e as corretoras ganham com as corretagens geradas pelas suas transações de compra e venda de ativos.

Por conta disso, nas últimas semanas dispararam o número de “analistas” vendendo cursos online ou presencial de análises técnicas/gráficas, cursos de forex, casa de research de pesquisas e várias outras aulas apenas para você fazer mais corretagens.

Claro que pode ser benéfico para você. Pois você irá aprender mais com a tal da pesquisa de research e aprende mais com as técnicas gráficas, com os sinais de compra e venda dos ativos. Confesso que para mim, aula de análise técnica é bobagem, só serve para gerar mais corretagem. Pode ter um ganho ali e outro acolá, mas no fundo só gera mais gasto para você. (Claro que vai ter alguém que será do contra. Evidente que opinião, cada um tem a sua.)

Mas eu gosto de escrever as verdades. E você precisa ler coisas fora do mainstream.

Saiu até fato relevante do Itaú admitindo conversas com a XP Corretora para uma possível compra. Isso mesmo? Banco querendo comprar corretora.

Os dois sairiam ganhando e você sairia perdendo, como sempre. Porque as burocracias bancárias iriam sobressair com a facilidade de se investir em uma corretora. Em breve, tudo será um só. E você vai pagar taxas mais altas por conta disso.

É preciso sair do habitual. É preciso saber algumas verdades.

Pare de seguir as recomendações dos “analistas” e das corretoras e dos bancos. Faça a sua análise, e você mesmo faça o seu investimento. Até porque, o dinheiro é seu. Você precisa saber cuidar e lidar com ele.




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A partir de agora, em cada final de post, vou indicar um livro que eu terminei de ler recentemente. Caso você queira ler, fique à vontade.

O NEGÓCIO DO SECULO XXI. É um dos clássicos livros de Robert Kiyosaki, o mesmo autor do best seller “Pai Rico e Pai Pobre“, que é uma obrigação você ler.

Li o livro na semana passada e mostra o método que o autor utilizou para revolucionar o modo de como as pessoas entendem as suas vidas financeiras, e também de como ele conseguiu compreender as suas finanças, até atingir o sonho de consumo: libertar-se da necessidade de trocar o seu tempo de vida por dinheiro. Este sim, um dos maiores desafios do século XXI. Recomendo fortemente a leitura de O NEGÓCIO DO SECULO XXI.

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Como construir uma estratégia de investimento

Para um investidor ser bem sucedido financeiramente precisa estar com a mente aberta de que só a bolsa não vai te trazer a riqueza necessária.

Certa vez, um primo, por volta dos seus 18 anos, me disse que havia juntado R$10.000,00 ao longo da adolescência e queria investir na bolsa.

De imediato, disse que o capital era pouco. Até porque, ele só tinha os dez mil na mão e não tinha mais nenhuma outra renda.

Não seria louco de aconselhá-lo a ser trader. Longe disso…

Entretanto, falei para ele que o dinheiro que ele havia guardado poderia ser uma oportunidade dele investir em algum negócio que gerasse renda para ele. Pois o mais importante, inicialmente, seria a geração de renda. A partir daí, com a geração de renda, ele poderia investir mês a mês na bolsa com disciplina.

E assim, em poucos minutos, expliquei como se construía uma carreira financeira. Claro que falta muito mais, mas aquilo era o pontapé inicial dos investimentos.

Por isso, para construir a riqueza, você precisa multiplicar os seus esforços. Que tal experimentar algumas estratégias:

1) Gaste de forma moderada e poupe fervorosamente;

2) Compreenda e controle suas despesas. Não deixe que elas te controlem;

3) Invista em ações com disciplina, mas não espere ficar rico somente através delas;

4) O objetivo é aumentar a sua renda, por isso, pense na possibilidade de abrir um negócio próprio;

5) Por que não investir em imóveis ou em fiis, títulos e em outras oportunidades fora da Bolsa (startups; franquias…)?

PS: Se você não sabe os bons ativos para se investir corretamente, sugiro que você assista ao incrível curso do Marcello Vieira, Investidor de Sucesso.

Por que o investimento em shopping center não é mais um retorno garantido?

Eis que na semana passada surgiu uma oportunidade de uma viagem a trabalho para os EUA. Foi uma viagem curta, inspiradora, reflexiva e, podemos dizer, que me fez tomar algumas atitudes.

Já havia dito neste post (Carnaval – tempo de inspiração. Como viajar ajuda na sua percepção de investimento?) que viajar é uma boa maneira de obter reflexão e inspiração.

Havia lido artigos e alguns comentários de colegas americanos que cada vez mais lojas de departamento nos EUA estavam fechando às portas.

Entretanto, se eles não estão em crise, qual seria o motivo?

Podemos dizer que o e-commerce acarretou em fechamento de lojas e até de grandes hipermercados. Conferi de perto o que antes havia Macy’s, JCPenny, Sears e até Walmart em grandes estacionamentos vazios, desertos e, literalmente, fechados.

Vou deixar bem claro que não sou especialista em shopping center, mas depois do que vi lá nos EUA, me fez aprofundar no assunto para poder estudar o mercado. O que vou escrever abaixo não é um caso apocaliptíco, do fim das lojas de departamento ou a morte dos shoppings center, nada disso. É apenas um relato do que eu vi.

E isso me fez refletir bastante…

Para quem não sabe, todo shopping center necessita de lojas âncoras. São lojas que atrai os consumidores para irem ao shopping. Essas lojas âncoras são as lojas que, praticamente, vendem de tudo, são as famosas lojas de departamento. Entre eles, podemos listar: Macys, JCPenny e Sears.

Claro que o shopping center não sobrevive só disso. Se o shopping center tem entretenimento também ajuda a atrair clientes, como por exemplo, as salas de cinema. Outra forma de atrair a clientela são os bons restaurantes. Famosas redes de franquias de restaurantes junto com uma praça de alimentação são fundamentais para solidificar a sobrevivência de um shopping. Sem esses pilares citados, o shopping, infelizmente, não sobrevive.

Porém, ao analisar os centros comerciais mais afastados de algumas cidades, percebi que eles estavam às moscas, um cenário de deserto total. Lojas que antes eram de vestuário, como Abercrombie & Fitch, American Apparel, Gap e outras lojas não estavam mais funcionando. Ao caminhar por pouco tempo no shopping, deu para perceber que mais da metade das lojas estavam fechadas, sem inquilino algum.

Motivo? As lojas âncoras, que atraiam clientes, não sobreviveram ao e-commerce. O que antes tinham uma Macys ou uma Sears se transformou em um grande “galpão” vazio. Em outros casos, enquanto as lojas âncoras ainda resistiam bravamente e continuavam abertas ao público, as lojas menores do shopping não conseguiu resistir a escassez de clientes e decidiram fechar as portas.

Isso se transformou em um efeito dominó.

Lojas âncoras fechadas acarretam em menor circulação de pessoas. Com a redução da circulação de pessoas afeta o comércio local, porque há menos negócios fechados. Menos negócios afeta as sublojas ou lojas menores, que dependiam de pessoas em circulação para vender, que acabam encerrando as atividades. Consequentemente, o shopping center ou centro comercial tende a deixar de funcionar, porque não sobrevive com mais da metade das lojas fechadas.

Volto a frizar que o que eu percebi deste estado de abandono foi apenas nos shoppings center considerados bem afastados da região central da cidade, geralmente aqueles situados bem no subúrbio das cidades.

Se isso será uma tendência, isso eu não posso prever…

Entretanto, ficaria atento ao investimento em shopping center. Claro que não são todos. Há alguns excelentes por aí. Mas sabe aquele shopping que está afastado da cidade, acima de 20km de distância do centro empresarial ou de zonas residenciais, e que só atrai consumidores por causa do baixo preço das lojas? Pois bem, à primeira vista parece que lá nos EUA esse tipo de shopping center não atrai mais clientes, até porque para encontrar promoção, basta comprar via online, que eles entregam em casa ou no hotel, caso seja turista.

Para se ter uma ideia, no ano passado, durante as Olimpíadas, estive na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Durante a estadia, percorri o bairro de carro de ponta a ponta e contei que o bairro oferece 12 (doze) shopping center somente na Barra da Tijuca. Isso mesmo que você leu! Doze! Na minha opinião, achei um certo exagero na quantidade oferecida. Brincadeiras à parte, fiz até uma aposta com um amigo de qual shopping center não iria resistir a concorrência e iria fechar as portas primeiro.

Por acaso, você conhece algum shopping na sua região que está cada vez mais vazio, atraindo menos pessoas?

Pois bem, o mantra de que shopping center sempre atraia clientes e era uma renda garantida para o investidor, me deixou com uma pulga a mais. Por isso, fica a reflexão…




Carnaval – tempo de inspiração. Como viajar ajuda na sua percepção de investimento?

Aproveito os longos feriados que temos no Brasil para ter uma dose de inspiração.

Fiz isso entre a semana do Natal e Ano Novo, onde atualizei a minha biblioteca. Confira os livros que indiquei neste post aqui: Livros para (re)ler até o final do ano (2016).

Além dos livros, também tiro uns dias para viajar, literalmente. Carnaval tem sido uma época boa para isso…

Viajar traz um ar renovador, de cenários diferentes, curiosidades e incertezas. Durante as viagens, observo o comportamento das pessoas e também do lugar onde visito para ter insights sobre algum tipo de investimento que, até então, eu ainda não tinha analisado ou percebido.

Para se ter uma ideia, no carnaval passado fui para Salvador. Entretanto, queria analisar o que era aquilo. Queria conhecer o motivo daquele mega evento que reúne multidões. Tive uma ideia de investimento quando estive por lá, mesmo naquela muvuca de axé e na quantidade de pessoas. Não tive sucesso ainda, pois não foi implementada com êxito.

Desta vez, vou esquecer da folia por completo. Estou indo para um país da América do Sul. Não será uma viagem longa. Serão poucos dias, mas o roteiro ainda está fora do circuito tradicional de turismo.

Viajar é bom, pois quando menos se espera, surge alguma ideia para se investir. É tão bom, pois apenas presencialmente podemos analisar a situação econômica de uma determinada situação/região.

Somente comecei a vislumbrar viagens desta forma, após ler estes dois livros do Jim Rogers: Investment Biker e Adventure Capitalist.

Investment Biker foi o primeiro da série. Nele, o investidor Jim Rogers percorreu de moto cinquenta e dois países, em vinte e dois meses. Podemos dizer que é um livro de investimento misturado com aventura, pois o autor revela que com a viagem, ou seja, a presença in loco nas regiões, podia-se perceber o rumo de determinada economia ou mercado. Assim, poderia encaminhar os seus investimentos. Segundo o autor, é mais fácil ter uma visão de um país estando nele e bater um papo com os nativos do que conversar com o Ministro das Relações Exteriores.

Já o segundo livro, o Adventure Capitalist é o complemento do primeiro. A mesma odisseia, porém quase dez anos depois da primeira viagem. Só que desta vez, ele vai de carro dar uma volta ao mundo. São 3 anos viajando. Ao todo, são 116 países. Nele, ele revela como compreendeu a visão de mundo, de forma econômica, política e social. E passou a observar a tendência e a depressão de alguns países. No livro, Jim Rogers já percebia que o Euro estaria condenado. Descobriu que as ONGs ao redor do mundo não são tão úteis assim. Que as empresas deveriam investir mais na China, pois lá tem um mercado maior do que muitos imaginam e por aí vai…

Viajar traz uma infinidade de descobertas que só são reveladas quando você está presente em um determinado local. Só assim, descobrimos de perto a situação real de cada região. Desta forma, podemos aproveitar a viagem e direcionar uma parcela do seu investimento para um case que você visualizou e descobriu durante a viagem. Podemos dizer que viajar tem uma dose de investir conscientemente.




Investimento não é um sprint. E sim, uma maratona!

Talvez eu seja uma pessoa que anda em direção contrária aos demais.

Enquanto muitos se enaltecem dizendo que a sua carteira rendeu mais que o índice ou ao CDI no último mês, eu sinto um vazio por dentro.

Vamos analisar a situação.

Você quer investimentos que durem por um mês ou para uma vida toda?

Eu escolho ad aeternum.

Por isso, gosto de comparar os investimentos com o esporte, mais precisamente com a corrida.

Investir não é um sprint de 100 metros. Na verdade, é uma maratona! Porque nesse aspecto, a resistência importa mais do que capacidade de explosão muscular.

Não se afobe porque você perdeu o ativo saltar mais de 8% na semana ou até no dia.

Terão outros oportunidades pelo caminho, pois a jornada é longa pela frente.

Porém, só quem leva a fama são os corredores de tiro curto.

Prefiro, levar os louros aos maratonistas. Quem sabe, até aos atletas de IronMan, estes sim conseguem trilhar em diversos caminhos extremos e todos são aplaudidos ao cruzar a linha de chegada.




Com juros reais tão altos é impossível ser empreendedor

A princípio, queria escrever um post sobre a virada do IBOV, que tocava o fundo exatamente no dia 20 de janeiro de 2016.

Daí eu me lembrei de como os juros eram há um ano (2015-2016) e quais as perspectivas dos juros no futuro?

E, fica, meio notório, perceber que era muito fácil investir em renda fixa no Brasil. Rendia 14,25% a.a. Era só investir R$500,00 todo mês nesta taxa que em 20 e poucos anos, mais ou menos, um brasileiro se tornaria milionário.

E, para as empresas, as decisões eram fáceis também. Para que investir em funcionários ou em máquinas ou em tecnologia? Deixa como está, fazemos os cortes e colocamos o caixa no CDI.

Era garantia na certa.

Até, então.

Um país sério não pode ter juros reais tão altos. Invalida a iniciativa privada aos investimentos arrojados e desmotiva a pessoa a empreender.

Para quê empreender? Sigo no meu emprego serenamente, é só não fazer esforço. Não ser demitido. É só manter a média que serei milionário também.

Tão simples.

Não é mais. Os cortes dos juros no Brasil vai ajudar a sairmos do pensamento pequeno. Vai ajudar a sairmos da inércia de ganhar dinheiro fácil investindo em apenas CDI.

Teremos que aprender mais sobre investimentos, balanços, empreendedorismo…

A bolsa brasileira agradece, pois podemos ter mais IPOs. Nossa bolsa ainda é pequena comparada aos demais países.

As empresas irão melhorar o comportamento e investir melhor. Ou seja, é hora de tirar o caixa do CDI e colocar para entrar em jogo.

A mentalidade do brasileiro vai agradecer, pois teremos que ser melhores ao empreender e não ficar na mesmice do funcionarismo público.

Só falta mesmo, melhorar o pensamento de endividamento do brasileiro. Com juros menores, maior a perspectiva de contrair dívida. Mas isso deixemos para um texto em breve.




Por que as corretoras apenas recomendam ações no curto prazo?

Porque é mais lucrativo para a banca.

A charada no ambiente de estresse econômico e político é manter a calma. Sempre. Não vá vender ou comprar tudo por recomendação da corretora. Pois, tudo que eles querem é corretagem.

Quanto mais corretagem, mais receita para a corretora.

E como fazer a corretora gerar mais corretagem?

Uma delas é criar as chamadas “carteiras”: Carteiras do mês; Carteira de dividendos; Carteira small caps; Carteira Brazil list; Carteira Blue Chips e por aí vai…

Quanto mais variações dentro desta carteira, ou seja, quanto mais ocorrer trocas de ações dentro desta carteira, mais o cliente será estimulado a mudar o seu portfólio de investimento.

Desta forma, o cliente irá gerar mais corretagem, porque irá vender e comprar as determinadas ações sugeridas pelas corretoras.

Outro quesito bem peculiar, talvez imperceptível é o momento de stress global. Quanto mais o cliente estiver preocupado com o seu portfólio, melhor.

Não é à toa que pipocam notícias que podemos – digamos assim – “afetar a sua carteira”: risco Trump; Brexit; preocupações dos bancos italianas, delação do fim do mundo e assim por diante. E logo na manchete já diz que essas notícias podem impactar o seu rendimento.

Assim, a cada mudança de ideia do cliente se traduz em mais faturamento para quem está na banca.

Já parou para pensar nisso tudo?

Portanto, volto a repetir. Mantenha a calma, sempre. Não faça besteira. Somos todos estimulados a fazer corretagem. A fazer girar patrimônio.

Foque no “buy and hold”, no longo prazo.