Como fazer trade no Tesouro Direto Prefixado (LTN)?

O que você vai ler abaixo é apenas uma oportunidade de como fazer um trade no Tesouro Direto no título prefixado. Não significa que é uma recomendação para você fazer esse investimento. Explico…

Antes de começar, é preciso explicar o que são as taxas prefixadas? Caso você já saiba, pule para o próximo parágrafo. Como o próprio nome diz, ao investir nelas, o investidor já sabe antecipadamente o valor da rentabilidade até o final do investimento, pois são prefixadas. Como há a flutuação da taxa Selic e do IPCA, no prefixado o valor da taxa é fixa. Porém, como o valor é fixo, é possível aproveitar distorções no valor prefixado para fazer trades no Tesouro Direto.

As taxas de compra do título LTN010120 – Tesouro Direto Prefixado, com vencimento em 2020 – estão subindo nas últimas semanas, como pode ser visto no gráfico abaixo, na linha azul mais clara.

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No gráfico, é possível ver que desde final de setembro até o momento, meados de novembro, as taxas saltaram de 8% para 8,56%. E como estamos no final do ciclo de queda das taxas de juros, a tendência é que os juros Selic caiam um pouco mais ou se estabilizam na faixa atual de 7,5%.

O que isso significa?

Como no curto prazo, a tendência é de queda dos juros, mas os juros curtos estão subindo. Ou seja, é possível aproveitar esta disparidade.

É possível verificar no site do Tesouro Direto, as taxas atuais do Tesouro Prefixado 2020 (LTN) estão sendo cotadas a 8,56%.

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– O que pode dar certo?
Caso os juros de venda do Tesouro Prefixado 2020 LTN voltem a cair, é possível obter um retorno adicional investindo apenas em renda fixa. Para se ter uma ideia, caso a taxa de venda caia para a faixa de 8%, por volta de janeiro de 2018 – daqui a dois meses – é possível capturar uma rentabilidade por volta de 12% investindo apenas em renda fixa, ao vender os títulos antecipadamente.

– O que pode dar errado?
Caso os juros de venda do Tesouro Prefixado 2020 LTN não voltem a cair, ou seja se estabilizem ou até subam, não será possível vender os títulos antecipadamente. Caso queira vender antecipadamente, poderá acarretar até em prejuízos. Mas neste caso, o ideal seria permanecer com os títulos até o vencimento, ou seja até a data de 01/01/2020. Ao permanecer com os títulos até o vencimento, o investidor terá um rendimento prefixado, de acordo, com o valor da taxa do título. Neste caso, a taxa prefixada está em 8,56% – isso equivale a um retorno bruto de 19,01% no período, ou 8,56% ao ano, ou 0,68% ao mês. Portanto, se der errado, o investidor continua com o rendimento como se fosse a uma renda fixa.

Volto a lembrar que não é uma recomendação de investimento. É apenas uma maneira de como fazer trades no Tesouro Direto. No meu caso, prefiro levar os títulos até o vencimento. Mas também não descarto quando vejo janelas de oportunidade ao fazer trades no Tesouro Direto.




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Trienal da Crise Hídrica: problemas e oportunidades

Uma das principais virtudes de um investidor é ter a sabedoria de continuar investindo em uma empresa boa, mesmo que ela tenha registrado quedas nos últimos meses ou que tenha andado de lado no último ano.

Até porque você estudou a empresa com afinco, e sabe que as quedas nas cotações, que acontecem no momento, pode ser motivadas por um fator macro ou uma queda setorial. Portanto, não afetariam diretamente a empresa. Por conta disso, talvez chegue o momento até de fazer mais compras, pois o preço voltaria a ficar atrativo.

Fiz essa introdução para exemplificar de que não estava na minha planilha que teríamos uma crise hídrica no Brasil a cada três anos. E muito menos nas análises fundamentalistas dos gestores de empresas de energia. Enquanto isso, o “mercado” está refazendo os cálculos.

Aquela crise hídrica em 2014 ficou marcado. A escassez de água acarretou a um menor nível dos reservatórios, que ocasionou a um racionamento de água, consequentemente prejudicou a geração de energia e o abastecimento de água.

Parece que o problema de três anos atrás, será repetido neste ano.

Não estava nos planos que a região Sudeste e o Centro-Oeste sofreria com a seca a cada três anos. Caso o país sofra constantes secas ao longo dos próximos anos, empresas geradoras de energia elétrica no Brasil, voltadas para as usinas hidrelétricas, podem se deteriorar ao longo do tempo, caso elas fiquem estagnadas. Com isso, é preciso ter em mente a diversificação da geração, através de energias renováveis, como a eólica e a solar.

Por conta disso, está na hora de dar uma estudada nas empresas geradoras de energia. Verificar caso a caso, pois podem ter algumas listadas que podem ter problemas à vista, caso a seca prejudique estas regiões em triênios, resultando em retorno cada vez menor ao acionista. Ou quem sabe, com estas quedas nos preços atuais, podem surgir oportunidades em boas empresas, que já estão com a cabeça voltadas para a geração de energia renovável.

Com esta queda nas cotações do setor de energia, tem algumas empresas que estão sendo puxadas para baixo, sem ter relação alguma com o setor de geração. Uma delas é o setor de transmissão.

Porque as transmissoras não são remuneradas pelo volume de energia, e sim pela disponibilidade das instalações. A energia elétrica precisa ser transmitida, faça chuva ou faça sol. Por conta disso, estas empresas são mais estáveis. O pior cenário para as transmissoras é risco regulatório e o período de concessões. Para isso, é preciso estudar case a case.

Com a crise hídrica, é hora de separar o que pode vir a ter problemas à frente ou, quem sabe, oportunidades à vista.




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Indo na direção oposta: aporte em ouro

Novas máximas nas bolsas globais mundo a fora. Novos recordes do bitcoin por ali. Enquanto que no Brasil, inicia-se um novo ciclo positivo, percebo que nas bolsas desenvolvidas, o ciclo positivo pode estar se desgastando.

A mente está um trevo. Sigo positivo com o local, mas com receio do global. Em dezembro, farei uma viagem longa, de um mês fora do Brasil, e irei visitar alguns países. Visualizar o cenário de fora da nossa caixa.

Só assim para ter alguma percepção do que ocorre realmente por lá. Até porque, fazer análise no ar-condicionado é igual a soltar pipa no ventilador. O ideal é viajar e presenciar o que de fato está acontecendo.

Por conta disso, a ideia era aplicar só em LFT para os próximos três meses. Mas por um momento, surgiu a hipótese: por que não aplicar uma parte em ouro?

À primeira vista, o ouro sugere uma proteção do patrimônio. Porém, investir em ouro no Brasil foi sinônimo de valorização. Confira só a performance do ouro em relação ao real.

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Caso queira investir em ouro por conta própria, é possível adquirir via contrato negociado na bolsa, seja ele um contrato (lote padrão com maior liquidez) com o código OZ1D ou através de um lote fracionário, com o código OZ2D. Lembre-se que é necessário pagar taxa de carregamento, daí a conta fica complicada. Confesso que não recomendo muito.

Outra opção, e a mais viável, é através de fundos de investimento multimercado. Conheço dois fundos: o Órama Gold e o XP Gold. O primeiro tinha aplicação inicial de R$3.000,00 depois diminuiu para R$1.000,00 e agora chegou a níveis de R$100,00 e com taxa de administração de 0,7%a.a. O segundo precisa de um aporte inicial de R$10.000,00. e tem taxa administração de 1%a.a.

Não estou fazendo propaganda alguma dos dois fundos, apenas mostrando as opções no mercado. Caso tenha algum outro fundo atrelado ao ouro, pode comentar. Aliás, isso ajuda na informação.

Não. Investir em ouro não é isento de IR. E sobre a tributação, é equivalente a da renda fixa.




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Não caia nestas armadilhas

O que você vai ler abaixo, são estratégias para te fisgar. Sim, é para atrair a sua atenção.

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Sim, recebi esses anúncios pelo e-mail nos últimos dias. E como a bolsa está em níveis cada vez mais elevados, o marketing das empresas está bem agressivo. Não acredite em tudo o que lê por aí, desconfie sempre e seja crítico. Não acredite tanto assim em resultados milagrosos da noite para o dia. Isso é igual ao anúncio do “trago a pessoa amada em 3 dias!”. Não reparou que é bem semelhante?

Essa agressividade foi explorada e utilizada por um grande especialista em marketing digital no Brasil, mas não quero fazer propaganda gratuita dele. Afinal, o curso dele é muito bom, por sinal. Porém, está mais do mesmo. E todos repetem a mesma receita de bolo, sejam elas casas de análises, cursos de trader, coaching “financeiro”, pirâmides financeiras e tantos outros. Todas utilizam o mesmo artifício, sem exceção. Para atrair o consumidor, dizem que o produto vai esgotar em poucas horas, por causa do alto número de acessos…

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… ou que o produto é uma de oportunidade rara e restrita e, portanto, são para poucos clientes…

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… ou que o servidor parou de funcionar por causa da alta demanda, e por isso vai extender a oferta do produto.

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Desconfie que isso tenha realmente acontecido. Isso é para você se inscrever imediatamente e desembolsar a quantia necessária para comprar o produto oferecido. E como tem muitos iniciantes na bolsa recentemente, tudo por causa das altas dos últimos meses, os novatos, em busca do santo milagroso, acabam aceitando o produto, sem antes raciocinar e ter senso crítico. Uma pena! E depois vão culpar o mercado, e no futuro vão contar para os mais próximos que a bolsa é cassino e não serve para ele. Desculpe ser o “Mister M” da vez, mas precisam inventar outra fórmula.

Fique esperto.

Desculpe o desabafo.

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Não poderia deixar de mencionar o brilhante Pedro Damasceno. Aos 47 anos, nos deixou nesta semana, e deixou um legado. Foco em valor ao cotista no longo prazo e adepto do value-investing. Foi gestor da Dynamo. O fundo Dynamo Cougar rendeu 7.000% desde a fundação, em 1993, descontada a inflação durante o período. Se não me falha a memória, a Dynamo está fechada há mais dez anos para novos cotistas. Sabe aquele arrependimento de uma vida: de não ter sido cotista da Dynamo lá nos primórdios.

Para quem não o conhece, eis uma entrevista que ele concedeu ao Thiago Salomão, no final de 2016.

Espero que após ouvir o Pedro, tenha em mente que bolsa é para o longo prazo. Não caia na tentação de fazer trades curtos e alavancados. A sua mente investidora precisa estar voltada para ativos que gerem valor. Para isso, precisa estudar o mínimo da essência do value-investing, até porque no longo prazo, costuma compensar.




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Precisamos falar sobre a taxa de juros futura

Queria escrever este texto, porque leio e ouço burburinhos por aí que teremos em breve um país com uma taxa de juros de 6%a.a. ou até menos.

É possível isso acontecer? Na verdade, no Brasil tudo pode acontecer. Mas pela nossa história de juros e comparando com a de outros países em desenvolvimento, é provável que não.

“Ahhh 50segundos, mas desta vez é diferente!”, você poderia dizer isso!

Vamos comparar a tabela dos juros praticados no Brasil com a de outros países…
(Dependendo do dia que você ler este texto, a tabela pode estar desatualizada)

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Até a última reunião do Copom, estávamos na liderança do ranking, citado acima. Hoje, é a Rússia. Podemos dizer que os nossos concorrentes diretos são o México e a Turquia – não, não podemos nos comparar com o Chile ainda.

Atualmente, a taxa mexicana está em 7% e a turca em 8%, enquanto a brasileira, está em 8,25%. Ou seja, estamos quase na média entre esses países. É provável que ocorra mais uma queda na próxima reunião de Copom. Para aí sim, ficarmos em níveis de igualdade entre esses países, com a Índia e África do Sul destoando um pouco mais abaixo, em contrapartida, a Rússia mais acima.

É válido ressaltar que aquelas exorbitantes taxas de juros 14,25% a.a. não nos pertençam mais. Porque isso era péssimo para os empresários e também para o Governo. Taxas naqueles níveis só era bom para quem é rentista.

Voltando ao início do texto… Brasil ter taxas de juros abaixo de 6%a.a. projetadas para o ano que vem, seria muita audácia para um Governo só. Será?

Para os mais novos, quer saber o histórico das taxas juros no Brasil? É só clicar neste link aqui: https://www.bcb.gov.br/Pec/Copom/Port/taxaSelic.asp




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Cuidado com as teorias apocalípticas

Recentemente, recebi um e-mail de um analista de um banco – talvez, seja melhor dizer “ex-banco”, que quebrou durante a crise do sub-prime americano.

Neste e-mail, o analista relata um cenário apocalíptico adiante. Em resumo, ele diz que estamos na Era da Bolha de Tudo. O relatório é em inglês – não descarto a hipótese de que em breve, alguém por aqui copiará o relatório.

Ok, voltando ao assunto sobre o “relatório das trevas”…

Para o analista, a Bolha de Tudo é diferente das demais bolhas do passado, pois agora, toda a bolha irá estourar em cadeia. E, segundo ele, estamos vivenciando seis tipos diferentes de bolhas, como é possível ver no gráfico abaixo, que constava no e-mail.

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As duas primeiras referências, até posso concordar. Talvez, a do ETF, quem sabe…

Só que o mais importante é que ele quer ensinar você a tirar proveito desta bolha. Ou seja, no desenrolar do e-mail ele quer vender um livro que ensina o leitor a entrar vendido e a se proteger, utilizando o investimento em ouro. Em primeiro lugar, entrar short é uma tremenda insanidade. Não faça isso! Agora, se proteger comprando em ouro, isso sim é um ótima forma de investimento, ainda mais no Brasil – próximo post, posso até falar sobre isso.

Pois é, todo o cuidado é pouco nestas horas. Fiquei receoso com esta Teoria, mas não acredite em tudo o que você lê por aí. Como vivemos na era do excesso de informação, qualquer um pode emitir opinião sobre tudo – até eu estou emitindo a minha aqui neste espaço.

Portanto, a dica que fica é desconfiar de tudo o que se lê por aí. Até porque, sempre vai ter alguém querendo tirar proveito disso.




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Enquanto isso na renda fixa…

Pode olhar no book de Ofertas Públicas da sua corretora, aquela debênture e aquele CRI ou CRA acima do CDI ou IPCA + 6%a.a. sumiram da prateleira.

Em época de euforia, até a renda fixa com taxas atrativas evaporaram.

Precisa verificar bem e ler o prospecto com calma. Só assim, para analisar se essa dívida privada que estão oferecendo será boa mesmo.

Como sou receoso como nunca, observo uma penca de ofertas públicas aqui no book, mas não me interessei por nada. Não vejo mas aquele risco com um retorno adequado. Será que ficamos mal acostumados na renda fixa? É possível! Mas como no Brasil a política é uma verdadeira montanha-russa, basta ficarmos na moita, que a oportunidade volta a surgir.

E olha que vai aparecer mais um monte de ofertas públicas por aí, até porque várias empresas estão e irão rolar a dívida. Com a Selic em queda, oportunidade melhor para isso, não há.

Enquanto isso, a renda fixa oferece uma mixaria de retorno. Não vou tomar esse risco por tão pouco, por enquanto.

Aguardemos… assim como na renda variável, na renda fixa também é preciso ter paciência.




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