Como identificar as ações negociados pelo Controlador?

Você sabia que é possível visualizar as operações de compra e venda de ações do controlador, da diretoria e dos membros do conselho de uma empresa listadas na bolsa?

Como esses cargos são de extrema importância para a empresa, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exige a notificação das operações negociadas por estas pessoas durante cada mês.

Através desta exigência, fica fácil perceber quando os conselheiros ou controladores começam a comprar mais ações da empresa. Isso significa sinal positivo, pois as ações poderiam estar baratas para eles. Em outra mão, liga o sinal de alerta quando os controladores vendem as ações da empresa.

Afinal, como podemos visualizar estas negociações dos controladores, dos diretores ou do conselho?

É possível através do site da BM&F Bovespa – ou também só digitar no google “nome da empresa listada” e “bovespa”. Geralmente, é o primeiro resultado encontrado. Em seguida, é necessário entrar no site da empresa listada e depois clicar na aba “informações relevantes“. Nesta página, é possível visualizar todas os conteúdos relevantes divulgados durante cada ano. Mas o que estamos buscando é o item “Valores Mobiliários Negociados e Detidos“.

Ao clicar neste item, abre-se uma nova página. Em cada mês, é possível visualizar o documento divulgado pela empresa listada com os valores mobiliários negociados.

Você se lembra do caso do Trader da Gerdau, que vendeu o apartamento para comprar ações da GGBR, no início do ano de 2016? Provavelmente, ele deve ter lido que no mês de novembro de 2015, que o controlador da Gerdau havia comprado (subscrito) mais de 142 milhões de ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU) – controladora da Gerdau – como pode ser visto no quadro abaixo, retirado do site da BM&F Bovespa.

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Ou seja, sinal mais que positivo, pois após a queda das ações da GOAU e GGBR, os controladores ainda estavam otimistas e dispostos a comprar ainda mais ações da empresa.

Por outro lado, também há o lado inverso, quando os controladores vendem as ações. Durante os meses de maio a novembro de 2017, foi informado que o controlador da small cap Metisa, empresa catarinense de máquinas agrícolas, vendeu 89.000 ações da empresa. Não sei qual foi o motivo das vendas. Porém, ele recomprou 1.200 ações no mesmo período.

É possível visualizar na imagem abaixo as vendas ocorridas no mês de novembro/2017. Eis os links para os relatórios dos meses anteriores, de outubro, setembro, agosto, julho, junho e maio.

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É válido destacar que qualquer pessoa pode ter acesso a estas informações. Com isso, é possível analisar as negociações ocorridas pelos controladores dentro das empresas. Sem dúvidas, uma ferramenta útil para avaliar a situação de cada uma.




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Subscrição de ABC Brasil (ABCB4) – jan/2018

Virou rotina. Todo início de semestre o banco ABC Brasil realiza aumento de capital, via subscrição de ações. A parte boa é que o banco entrega juros sobre capital próprio no mesmo período. Assim, o investidor consegue subscrever com os juros entregues.

É preciso deixar claro. Caso o investidor pretende permanecer por anos investindo na empresa, é preciso subscrever em todas as oportunidades. Assim, a participação do investidor não é diluído, conforme as subscrições forem surgindo.

Desta vez, os acionistas poderão exercer o direito de subscrições na proporção de 3,6272%. O que isso significa? Para cada 100 ações, o investidor terá direito a compra de 3 ações. Caso tenha 200 ações, poderá subscrever 7 ações. 300 ações, 10 ações. E assim, segue…

Na sua carteira irá aparecer o código ABCB2, que dá direito de subscrição ao investidor. E qual será o preço de emissão destas novas subscrições? O valor a ser pago será de R$12,46. O preço está bem abaixo das cotações de mercado atuais. Ou seja, parece valer a pena comprar mais ações de ABCB4, com valor abaixo do V/P.

O período de subscrição começa no dia 02/01/2018 e vai até o dia 02/02/2018. Entretanto, só poderá exercer o direito os acionistas que tiverem posição acionária em 28/12/2017 – mesma data será considerada para o ex-JSCP.

Como já havia dito, o banco paga JSCP referente aos dois últimos trimestres no dia 09/02, com o valor bruto de R$0,5320. Isso equivale a R$0,4522 líquidos por ação. Portanto, o investidor poderá subscrever as novas ações com o valor dos juros sobre o capital que irá receber.

Segundo o banco, este aumento de capital tem por objetivo “reforçar a capitalização da Companhia, diante das expectativas de crescimento do volume de operações de crédito, bem como manter os índices de liquidez em níveis elevados”. É o mesmo argumento da última subscrição no último semestre. Porém, isso é vital para todos os bancos.

Abaixo, segue alguns números de ABC Brasil, retirados do próprio site do banco.

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Caso queira ver mais detalhes do banco, confira aqui no acervo do BancoData: Banco ABC Brasil – Banco Data.

Ao que parece, os números segue bons e a empresa não perdeu o fundamento. E comprar mais ações de um banco médio, em busca de crescimento, abaixo do V/P parece ser um bom negócio.

– Leia também: Subscrição de ABC Brasil (ABCB4): vale a pena?texto referente a subscrição de ações de ABC Brasil, realizado em julho2017.




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BRCR11 – manter ou vender?

Há uma proposta de oferta de compra da GTIS Partners sobre o portfólio do BC Fund na mesa.

Para quem não sabe, BC Fund é o fundo imobiliário BTG Pactual Corporate Office, listado em bolsa com o código BRCR11, administrado pelo BTG. Ao todo, o fundo possui dez imóveis diretos e indiretos. É um dos fiis mais líquidos listados, porém atualmente sofre com uma vacância elevada em comparação aos pares.

E há uma novela que precisa ser decidida. A oferta de compra é equivalente a R$115,00 por cota – considerada abaixa do valor patrimonial. Segundo o último laudo avaliado pelo Cushman & Wakefield, o portfólio completo do fundo corresponde a R$133,56 por cota. Vale lembrar que, atualmente, a cota de mercado está em R$105,50.

A gestão do fundo está com um pepino nas mãos. Explico os motivos…

A proposta não é de compra das cotas. Ou seja, não é o fechamento do fundo, igual a uma OPA. A proposta é de aquisição do portfólio do fundo. Com isso, poderá ocorrer algumas possibilidades:

1) A oferta for aceita, o fundo BRCR11 continua existindo, porém com mais de um bilhão no caixa e sem nenhum imóvel no portfólio. Com isso, os gestores terão que ir às compras, em busca de novos empreendimentos. E, claro, que sabendo que um comprador está ávido atrás de novas aquisições, os vendedores das lajes corporativas, elevarão o preço de seus imóveis. O fato é que os gestores podem não fazer boas aquisições, com tanto caixa assim disponível e demorar para fazer estas novas aquisições, definitivamente não é da noite para o dia, e iria atrasar meses. Isso pode ser prejudicial para os atuais cotistas.

2) A oferta for aceita, e os gestores do BRCR11, junto com a assembléia dos cotistas, decidem cancelar o fundo e entregar o valor de venda do portfólio aos cotistas. Agora, imagine os mais de 28 mil cotistas com dinheiro na mão, terão que aplicar o valor, provavelmente, seria em outros fiis. Consequentemente, o valor das cotas dos demais fiis listados no mercado iria subir ainda mais. Maior procura de compradores em comparação ao de vendedores.

3) A última opção é simples: manter o portfólio. Não aceitar a venda e seguir o jogo. Acredito que se a proposta for recusada – abaixo do valor patrimonial – terá uma nova proposta próximo ou com um prêmio ao valor patrimonial. Mas isso só será decido nos próximos capítulos. Por enquanto, a novela continua…

Por causa deste imbróglio, de aceitar ou não a oferta, um dos cotista detentor de 9,67%, equivalente a 1.859.156 cotas do fundo, decidir vender suas cotas a mercado no fechamento do pregão no dia 21/12. Pelo leilão, o valor foi adquirido pelo próprio BTG e pelo Credit Suisse.

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Por falar em leilão… a “véspera” de Natal na B3, sexta-feira, 22, terá alguns leilões importantes:

– O Metrô de SP vai vender 1.400.814 ações da ELPL3, por R$14,50.

– A Fundação FAHZ vai vender até 9 milhões de ações da ITUB3, por R$37,00. A holding do Itaú Unibanco manifestou que tem interesse em participar, mas não mencionou se irá adquirir em sua totalidade.

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Como investir em Fundos de Investimentos no Exterior?

Há uma gama de fundos de investimentos no Brasil que aplicam recursos no mercado exterior. Porém, a maioria é destinado a investidores qualificados. Afinal, quais são as opções de investimento no exterior para o público em geral?

Em nota: De acordo com a CVM 554/2015, investidor qualificado é a pessoa física ou jurídica que possui aplicações financeiras em valor igual ou superior a um milhão de reais. Também é considerado qualificado, os investidores profissionais e agentes autônomos.

Caso você não seja um investidor qualificado, abaixo indico algumas opções para quem deseja diversificar e investir em fundos de investimentos sem ter a necessidade de enviar os recursos para fora do país.

Western Asset US Index 500 FIM

O objetivo é buscar retornos superiores à variação do S&P 500 no médio e longo prazo. O fundo busca atingir o objetivo aplicando preponderantemente os seus recursos em títulos públicos do governo federal atrelados à SELIC, e, ao mesmo tempo, comprando contratos futuros do índice S&P500® negociados na B3. O fundo está disponível na XP.

A aplicação mínima é de R$25.000,00. A taxa de administração é 1% a.a. Não há taxa de performance. A aplicação e o resgate das cotas é D+0.

Western Asset US Index 500 Feeder FIC FIM

O objetivo é de superar o índice S&P500®. O Fundo compra contratos futuros do índice do mercado acionário americano, negociados na B3, e consegue superá-lo em função do diferencial de taxa de juros entre o Brasil e EUA. Está disponível na Órama.

A aplicação mínima também é de R$25.000,00. A taxa de administração máxima é de 1% a.a. Não há taxa de performance. A aplicação e o resgate das cotas é D+0. Ao que tudo indica, este fundo é bem semelhante ao primeiro, mas são distintos.

Western Asset FIA BDR NIVEL I

O Fundo busca o objetivo a longo prazo a valorização compatível com o mercado acionário americano, aplicando no mínimo 67% de sua carteira em BDRs de mercado norte-americano de ações. Está disponível na XP.

É preciso explicar que as BDRs são valores mobiliários emitidos no Brasil, que possuem lastro ativos, ações, emitidos no Exterior. Há dezenas de BDRs de ações americanas que são negociadas no Brasil, como Apple, GE, Amazon… Porém, a negociação delas são destinados apenas a investidores qualificados. Em contrapartida, o fundo é um meio para o público em geral investir nestes ativos.

Aplicação mínima é de R$25.000,00. A taxa de administração é de 1,5%. a.a. Não há taxa de performance. A data da aplicação é D+1. E o resgate é D+4.

Exploritas Alpha America Latina FIC FIM

O objetivo busca retornos de CDI + 6% a 8% ao ano no médio e longo prazos. O Fundo investe em uma carteira diversificada de ações da América Latina – incluindo México, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru – com viés comprado, mas possui posições vendidas. Também compra títulos de dívida de empresas latinas negociados nos Estados Unidos ou Europa, além de oportunidades nos mercados de câmbio e juro real. Está disponível na Órama.

A aplicação mínima é de R$10.000,00. A taxa de administração é de 2% a.a. A taxa de performance é 20% do que exceder o CDI. A aplicação e o resgate das cotas é D+0.

Estas são apenas algumas opções de fundos investimentos destinados ao mercado exterior. Pode ter outros fundos com o mesmo objetivo em outras corretoras. Caso você conheça, pode deixar a sua opinião nos comentários.




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Leilão de Ações da Taesa

É de conhecimento público que a CEMIG passa por enormes dificuldades financeiras.

Por conta disso, há mais de um ano escuto notícias que a CEMIG venderia parte de ações da Taesa para equilibrar as finanças da Companhia Energética de Minas Gerais.

No final do ano passado, as ações da Taesa sofreram bruscamente, imaginando este cenário, que não ocorreu.

Mas agora, o fato relevante veio à tona. Na quarta-feira, 22/11, a Taesa e a CEMIG anunciaram que haverá o leilão de 34.000.000 de UNITS da Taesa na sexta-feira, dia 24/11. Confira o fato relevante divulgado pela B3 aqui.

Abaixo, destaco os pontos do leilão:

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Vale lembrar que a CEMIG detém 31,54% na participação de Taesa. E serão vendidas no leilão 18,42% das Units.

A dúvida que fica é que as ações na quarta-feira foram encerradas a R$20,65, enquanto isso, o leilão será ofertado por R$20,32. Percebeu que o spread é bem curto? Acho pouco provável que a CEMIG consiga se desfazer de suas ações neste leilão.

Atualização: Acreditava que a Taesa não teria liquidez para se desfazer de tantas units em pleno pregão da B3. Ledo engano, pois a força compradora foi superior a força vendedora. Ao final, o leilão fechou com o preço bem acima do valor esperado. Como a CEMIG – estatal – se desfazendo aos poucos de sua posição como controladora, isso pode ser visto como um conforto melhor para um investidor que visa o longo prazo.




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Como fazer trade no Tesouro Direto Prefixado (LTN)?

O que você vai ler abaixo é apenas uma oportunidade de como fazer um trade no Tesouro Direto no título prefixado. Não significa que é uma recomendação para você fazer esse investimento. Explico…

Antes de começar, é preciso explicar o que são as taxas prefixadas? Caso você já saiba, pule para o próximo parágrafo. Como o próprio nome diz, ao investir nelas, o investidor já sabe antecipadamente o valor da rentabilidade até o final do investimento, pois são prefixadas. Como há a flutuação da taxa Selic e do IPCA, no prefixado o valor da taxa é fixa. Porém, como o valor é fixo, é possível aproveitar distorções no valor prefixado para fazer trades no Tesouro Direto.

As taxas de compra do título LTN010120 – Tesouro Direto Prefixado, com vencimento em 2020 – estão subindo nas últimas semanas, como pode ser visto no gráfico abaixo, na linha azul mais clara.

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No gráfico, é possível ver que desde final de setembro até o momento, meados de novembro, as taxas saltaram de 8% para 8,56%. E como estamos no final do ciclo de queda das taxas de juros, a tendência é que os juros Selic caiam um pouco mais ou se estabilizam na faixa atual de 7,5%.

O que isso significa?

Como no curto prazo, a tendência é de queda dos juros, mas os juros curtos estão subindo. Ou seja, é possível aproveitar esta disparidade.

É possível verificar no site do Tesouro Direto, as taxas atuais do Tesouro Prefixado 2020 (LTN) estão sendo cotadas a 8,56%.

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– O que pode dar certo?
Caso os juros de venda do Tesouro Prefixado 2020 LTN voltem a cair, é possível obter um retorno adicional investindo apenas em renda fixa. Para se ter uma ideia, caso a taxa de venda caia para a faixa de 8%, por volta de janeiro de 2018 – daqui a dois meses – é possível capturar uma rentabilidade por volta de 12% investindo apenas em renda fixa, ao vender os títulos antecipadamente.

– O que pode dar errado?
Caso os juros de venda do Tesouro Prefixado 2020 LTN não voltem a cair, ou seja se estabilizem ou até subam, não será possível vender os títulos antecipadamente. Caso queira vender antecipadamente, poderá acarretar até em prejuízos. Mas neste caso, o ideal seria permanecer com os títulos até o vencimento, ou seja até a data de 01/01/2020. Ao permanecer com os títulos até o vencimento, o investidor terá um rendimento prefixado, de acordo, com o valor da taxa do título. Neste caso, a taxa prefixada está em 8,56% – isso equivale a um retorno bruto de 19,01% no período, ou 8,56% ao ano, ou 0,68% ao mês. Portanto, se der errado, o investidor continua com o rendimento como se fosse a uma renda fixa.

Volto a lembrar que não é uma recomendação de investimento. É apenas uma maneira de como fazer trades no Tesouro Direto. No meu caso, prefiro levar os títulos até o vencimento. Mas também não descarto quando vejo janelas de oportunidade ao fazer trades no Tesouro Direto.




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Trienal da Crise Hídrica: problemas e oportunidades

Uma das principais virtudes de um investidor é ter a sabedoria de continuar investindo em uma empresa boa, mesmo que ela tenha registrado quedas nos últimos meses ou que tenha andado de lado no último ano.

Até porque você estudou a empresa com afinco, e sabe que as quedas nas cotações, que acontecem no momento, pode ser motivadas por um fator macro ou uma queda setorial. Portanto, não afetariam diretamente a empresa. Por conta disso, talvez chegue o momento até de fazer mais compras, pois o preço voltaria a ficar atrativo.

Fiz essa introdução para exemplificar de que não estava na minha planilha que teríamos uma crise hídrica no Brasil a cada três anos. E muito menos nas análises fundamentalistas dos gestores de empresas de energia. Enquanto isso, o “mercado” está refazendo os cálculos.

Aquela crise hídrica em 2014 ficou marcado. A escassez de água acarretou a um menor nível dos reservatórios, que ocasionou a um racionamento de água, consequentemente prejudicou a geração de energia e o abastecimento de água.

Parece que o problema de três anos atrás, será repetido neste ano.

Não estava nos planos que a região Sudeste e o Centro-Oeste sofreria com a seca a cada três anos. Caso o país sofra constantes secas ao longo dos próximos anos, empresas geradoras de energia elétrica no Brasil, voltadas para as usinas hidrelétricas, podem se deteriorar ao longo do tempo, caso elas fiquem estagnadas. Com isso, é preciso ter em mente a diversificação da geração, através de energias renováveis, como a eólica e a solar.

Por conta disso, está na hora de dar uma estudada nas empresas geradoras de energia. Verificar caso a caso, pois podem ter algumas listadas que podem ter problemas à vista, caso a seca prejudique estas regiões em triênios, resultando em retorno cada vez menor ao acionista. Ou quem sabe, com estas quedas nos preços atuais, podem surgir oportunidades em boas empresas, que já estão com a cabeça voltadas para a geração de energia renovável.

Com esta queda nas cotações do setor de energia, tem algumas empresas que estão sendo puxadas para baixo, sem ter relação alguma com o setor de geração. Uma delas é o setor de transmissão.

Porque as transmissoras não são remuneradas pelo volume de energia, e sim pela disponibilidade das instalações. A energia elétrica precisa ser transmitida, faça chuva ou faça sol. Por conta disso, estas empresas são mais estáveis. O pior cenário para as transmissoras é risco regulatório e o período de concessões. Para isso, é preciso estudar case a case.

Com a crise hídrica, é hora de separar o que pode vir a ter problemas à frente ou, quem sabe, oportunidades à vista.




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