Quais são os investimentos isentos de IR?

Quem gosta de pagar tributos? Por conta disso, o principal motivo para os investidores procurarem investimentos isentos do Imposto de Renda é a sobra de lucro, uma vez que, caso ocorra a incidência do tributo, o rendimento é prejudicado.

Abaixo, listo sete modalidades de investimento – além da poupança – que são isentos de imposto de renda. Cada um com suas características e seus riscos, que devem ser analisados por cada investidor.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)
A LCI é um título de renda fixa que capta recursos para o financiamento do mercado imobiliário. Funciona como um empréstimo que um investidor concede a uma determinada instituição financeira.

Em contrapartida, esta instituição “credora” beneficiará o investidor com um pagamento de um determinado percentual de juros no momento da contratação, geralmente é um percentual sobre o CDI, mas também pode ser uma uma parcela fixa mais a variação do IPCA ou até prefixada.

Por ser uma área importante para o governo federal, é concedido a isenção de IR para a pessoa física. Além disso, as LCIs são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Atualmente, o órgão garante a proteção do seu dinheiro, até o limite máximo de R$ 250.000,00 por CPF. Porém, não custa nada checar a saúde financeira da instituição na qual você irá “emprestar” o seu dinheiro.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)
A LCA é titulo de renda fixa bem parecida com o LCI. A diferença que ao invés de captar recursos para o setor imobiliário, a LCA capta recursos destinados para o financiamento das atividades ligadas ao agronegócio.

Por conta disso, a LCA também remunera os investidores através de juros, calculados, em sua maioria, sobre um percentual do CDI, mas também pode ser prefixada ou uma parcela fixa mais a variação do IPCA.

A LCA conta com o Fundo Garantidor de Crédito, nos mesmos termos da LCI. E não custa lembrar que também é importante conferir a saúde financeira da instituição na qual você irá “emprestar” o seu dinheiro.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
O CRI é um título que gera direitos de crédito ao investidor. Do ponto de vista do emissor, é um instrumento de captação de recursos destinados a financiar transações do mercado imobiliário, lastreado em créditos imobiliários, tais como: financiamentos residenciais, comerciais, construções ou contratos de alugueis de longo prazo.

Esse ativo é emitido por instituições específicas, denominadas de Companhias Securitizadoras, que têm como função a emissão, administração, cobrança e pagamento desses ativos financeiros.

Em contrapartida, o CRI não possui a garantia do FGC. Por conta disso, antes de investir nesta modalidade é importante conferir e analisar o Rating (uma espécie de ranking com informações sobre o risco de investimento de cada empresa) ou avaliações realizadas por empresas especializadas.

Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
São títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de negócios no âmbito rural, seja elas entre produtores rurais ou cooperativas, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.

Assim como no CRI, também não há a garantia do FGC. Porém, é importante conferir e analisar o rating e a classificação das agências de avaliação de risco da empresa na qual você investiria.

Debêntures Incentivadas
É um título de dívida que gera um direito de crédito ao investidor, que têm como objetivo captar recursos financeiros para alavancar o seu próprio crescimento. Por conta disso, ao adquirir um desses títulos, o investidor passa a ser um credor da organização, tendo direito de receber juros sobre o capital aplicado.

As debêntures incentivadas são títulos emitidos por empresas envolvidas nos projetos de infraestrutura no país. Assim como nas CRIs e CRAs, estes investimentos não têm a garantia do FGC. Entretanto, possuem as classificações de Rating para avaliar e medir os riscos envolvidos.

Ações
O mercado acionário também é isento de imposto de renda. No entanto, para garantir a isenção, é necessário que a soma de todas as ações vendidas em um único mês tenha um valor inferior a R$ 20.000,00 – o daytrade não conta com este benefício.

Caso ultrapasse esse limite, o investidor deverá pagar 15% do montante total, a título de contribuição para o Imposto de Renda. Vale lembrar que os dividendos distribuídos não poderão compor a base de cálculo para apuração do tributo, uma vez que, a empresa já realizou o pagamento do IRPJ antes de realizar a distribuição de lucros aos seus acionistas.

Fundos Imobiliários
Diferentemente do recebimento do aluguel de um imóvel que é tributado 27,5% do montante pago pelo inquilino, o recebimento do aluguel, via fundos imobiliários, é isento de IR.

Por conta disso, o investimento em fundos imobiliários é interessante, uma vez que, o investidor poderá ser dono de uma fatia de grandes empreendimentos, receber um percentual dos alugueis pagos e ainda contar com a isenção do IR.

Para isso ocorrer, é essencial que o fundo respeite determinadas regras e condições, como: o número mínimo de cotistas; percentual máximo de concentração; e principalmente, estar registrado na bolsa de valores.

Espero que você tenha apreendido um pouco sobre as diferentes modalidades de investimento disponíveis, que contam com a isenção do IR. Qualquer dúvida, é só escrever nos comentários.




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Como investir em Fundos de Investimentos no Exterior?

Há uma gama de fundos de investimentos no Brasil que aplicam recursos no mercado exterior. Porém, a maioria é destinado a investidores qualificados. Afinal, quais são as opções de investimento no exterior para o público em geral?

Em nota: De acordo com a CVM 554/2015, investidor qualificado é a pessoa física ou jurídica que possui aplicações financeiras em valor igual ou superior a um milhão de reais. Também é considerado qualificado, os investidores profissionais e agentes autônomos.

Caso você não seja um investidor qualificado, abaixo indico algumas opções para quem deseja diversificar e investir em fundos de investimentos sem ter a necessidade de enviar os recursos para fora do país.

Western Asset US Index 500 FIM

O objetivo é buscar retornos superiores à variação do S&P 500 no médio e longo prazo. O fundo busca atingir o objetivo aplicando preponderantemente os seus recursos em títulos públicos do governo federal atrelados à SELIC, e, ao mesmo tempo, comprando contratos futuros do índice S&P500® negociados na B3. O fundo está disponível na XP.

A aplicação mínima é de R$25.000,00. A taxa de administração é 1% a.a. Não há taxa de performance. A aplicação e o resgate das cotas é D+0.

Western Asset US Index 500 Feeder FIC FIM

O objetivo é de superar o índice S&P500®. O Fundo compra contratos futuros do índice do mercado acionário americano, negociados na B3, e consegue superá-lo em função do diferencial de taxa de juros entre o Brasil e EUA. Está disponível na Órama.

A aplicação mínima também é de R$25.000,00. A taxa de administração máxima é de 1% a.a. Não há taxa de performance. A aplicação e o resgate das cotas é D+0. Ao que tudo indica, este fundo é bem semelhante ao primeiro, mas são distintos.

Western Asset FIA BDR NIVEL I

O Fundo busca o objetivo a longo prazo a valorização compatível com o mercado acionário americano, aplicando no mínimo 67% de sua carteira em BDRs de mercado norte-americano de ações. Está disponível na XP.

É preciso explicar que as BDRs são valores mobiliários emitidos no Brasil, que possuem lastro ativos, ações, emitidos no Exterior. Há dezenas de BDRs de ações americanas que são negociadas no Brasil, como Apple, GE, Amazon… Porém, a negociação delas são destinados apenas a investidores qualificados. Em contrapartida, o fundo é um meio para o público em geral investir nestes ativos.

Aplicação mínima é de R$25.000,00. A taxa de administração é de 1,5%. a.a. Não há taxa de performance. A data da aplicação é D+1. E o resgate é D+4.

Exploritas Alpha America Latina FIC FIM

O objetivo busca retornos de CDI + 6% a 8% ao ano no médio e longo prazos. O Fundo investe em uma carteira diversificada de ações da América Latina – incluindo México, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru – com viés comprado, mas possui posições vendidas. Também compra títulos de dívida de empresas latinas negociados nos Estados Unidos ou Europa, além de oportunidades nos mercados de câmbio e juro real. Está disponível na Órama.

A aplicação mínima é de R$10.000,00. A taxa de administração é de 2% a.a. A taxa de performance é 20% do que exceder o CDI. A aplicação e o resgate das cotas é D+0.

Estas são apenas algumas opções de fundos investimentos destinados ao mercado exterior. Pode ter outros fundos com o mesmo objetivo em outras corretoras. Caso você conheça, pode deixar a sua opinião nos comentários.




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O vilão é o E-mail Marketing

Uma das principais casas de research de investimento do país foi penalizada por induzir o leitor/investidor de que teria retorno garantido ao investir em uma determinada aplicação.

A defesa deles é que o e-mail marketing disparado sobre o tais investimentos não foram escritas pelos analistas, e sim, pela equipe de marketing.

Jogaram a culpa para o lado da corda mais fraca – até já havia anunciado que o marketing poderia ser o vilão dos investidores, relembre aqui o texto “Não caia nestas armadilhas”.

Entretanto, em outras casas de research independentes e também na de cursos de coaching/investimento o problema é o mesmo. Não estão sabendo mais utilizar o marketing de forma positiva.

Quer um exemplo?

Confira os prints abaixo, retirados da caixa de e-mail do meu celular:

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Os dois e-mails foram disparados no mesmo dia, e com menos de 50 min de diferença entre um e outro. Curioso, não?

Afinal, a culpa é de quem?

Infelizmente, sim é a do marketing, até porque não foram os analistas que escreveram. Espero que vocês, de marketing, me entendam. É para o bem de todos.

É hora de repensar no conceito. O que era inovador, confesso, que já ficou ultrapassado.

E, você, cuidado na hora de ler e acreditar em todos os e-mails que lê por aí. É preciso ficar atento!




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Pesquisa de campo: análise fora dos balanços

Você sabe no que você investe?

Fiz esta pergunta porque muita gente investe ser ter a mínima ideia no que se está investindo.

Porque as pessoas compram uma determinada ação ao longo prazo sem saber nada sobre a empresa.

Após olhar o balanço da empresa e ter me interessado pelos resultados, eu inicio um outro passo que é análise do produto.

Exemplifico:

– Após conferir os balanços da Grendene, vou ao mercado ou ao shopping mais próximo, checar as sandálias vendidas pela marca. O ideal seria eu mesmo utilizar o produto e verificar se é de boa qualidade. Porém, caso não goste do produto no momento, até porque eu posso não ser o público alvo da empresa, eu dou de presente a alguém com um perfil semelhante ao público daquela marca.

Ao passar alguns dias, eu pergunto para a pessoa, para qual eu entreguei a sandália, se o produto era bom mesmo. Obviamente, ela sempre fala que sim, até pela simpatia. Porém, aviso que eu também havia comprado para uso pessoal e começo a falar mal do produto, por exemplo, tipo a borracha rasgou ou arrebentou, só para instigar a pessoa. Com isso, ela pode ser sincera, caso tenha tido algum defeito no produto ou elogiar fielmente o produto, ao afirmar que está em perfeito estado.

Esse método é possível aplicar com algumas empresas listadas. Essa análise você não consegue enxergar olhando apenas o balanço, é preciso estar na rua, longe do computador. Gosto de utilizar essa maneira de verificar se a empresa entrega um produto bom, de qualidade. Isso pode ser replicado em farmácias, supermercados, bebidas, pontos de fidelidade, cliente de bancos, ensino e por aí vai…

– Outro exemplo que seria ideal era verificar in loco os investimentos em fundos imobiliários. Claro que é impossível para várias pessoas ficar viajando por aí, visitando todos os imóveis. Mas tem maneiras simples e eficazes de verificar o empreendimento.

Uma delas é o famoso Google Maps. Abre a página e digite o endereço do edifício. Assim é possível verificar a estrutura e fachada, além da movimentação da rua e o comércio ao redor. Com um simples acesso a internet é possível checar essas informações.

Outro ponto interessante é ligar para os lojistas do shopping de outra cidade, no qual você está querendo adicionar na sua carteira. Já fiz isso e já falei pelo telefone com alguns lojistas – só digitar no google que você encontra o telefone da loja – a maioria das vezes não fui sucedido, mas nas boas tentativas, consegui obter informações relevantes: como queda no número de circulação de pessoas, aumento no número de lojas fechando as portas, aumento futuro no preço do aluguel das lojas.

Complementando essa pesquisa telefônica, já liguei para um restaurante em frente a um edifício comercial e perguntei sobre a reforma do prédio, sobre a quantidade de pessoas que entra no prédio, e por aí vai. Brasileiro é fofoqueiro por natureza e basta falar com educação com as pessoas, que elas se abrem e contam sobre o que você queria saber.

Por isso que digo que pesquisa de campo é uma boa forma de avaliar a empresa. Balanço por si só, traz apenas números. É preciso checar ao vivo. Claro que seria um parto fazer isso com todas as empresas. Mas sempre que possível, tente fazer esta avaliação.




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Trienal da Crise Hídrica: problemas e oportunidades

Uma das principais virtudes de um investidor é ter a sabedoria de continuar investindo em uma empresa boa, mesmo que ela tenha registrado quedas nos últimos meses ou que tenha andado de lado no último ano.

Até porque você estudou a empresa com afinco, e sabe que as quedas nas cotações, que acontecem no momento, pode ser motivadas por um fator macro ou uma queda setorial. Portanto, não afetariam diretamente a empresa. Por conta disso, talvez chegue o momento até de fazer mais compras, pois o preço voltaria a ficar atrativo.

Fiz essa introdução para exemplificar de que não estava na minha planilha que teríamos uma crise hídrica no Brasil a cada três anos. E muito menos nas análises fundamentalistas dos gestores de empresas de energia. Enquanto isso, o “mercado” está refazendo os cálculos.

Aquela crise hídrica em 2014 ficou marcado. A escassez de água acarretou a um menor nível dos reservatórios, que ocasionou a um racionamento de água, consequentemente prejudicou a geração de energia e o abastecimento de água.

Parece que o problema de três anos atrás, será repetido neste ano.

Não estava nos planos que a região Sudeste e o Centro-Oeste sofreria com a seca a cada três anos. Caso o país sofra constantes secas ao longo dos próximos anos, empresas geradoras de energia elétrica no Brasil, voltadas para as usinas hidrelétricas, podem se deteriorar ao longo do tempo, caso elas fiquem estagnadas. Com isso, é preciso ter em mente a diversificação da geração, através de energias renováveis, como a eólica e a solar.

Por conta disso, está na hora de dar uma estudada nas empresas geradoras de energia. Verificar caso a caso, pois podem ter algumas listadas que podem ter problemas à vista, caso a seca prejudique estas regiões em triênios, resultando em retorno cada vez menor ao acionista. Ou quem sabe, com estas quedas nos preços atuais, podem surgir oportunidades em boas empresas, que já estão com a cabeça voltadas para a geração de energia renovável.

Com esta queda nas cotações do setor de energia, tem algumas empresas que estão sendo puxadas para baixo, sem ter relação alguma com o setor de geração. Uma delas é o setor de transmissão.

Porque as transmissoras não são remuneradas pelo volume de energia, e sim pela disponibilidade das instalações. A energia elétrica precisa ser transmitida, faça chuva ou faça sol. Por conta disso, estas empresas são mais estáveis. O pior cenário para as transmissoras é risco regulatório e o período de concessões. Para isso, é preciso estudar case a case.

Com a crise hídrica, é hora de separar o que pode vir a ter problemas à frente ou, quem sabe, oportunidades à vista.




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Não caia nestas armadilhas

O que você vai ler abaixo, são estratégias para te fisgar. Sim, é para atrair a sua atenção.

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Sim, recebi esses anúncios pelo e-mail nos últimos dias. E como a bolsa está em níveis cada vez mais elevados, o marketing das empresas está bem agressivo. Não acredite em tudo o que lê por aí, desconfie sempre e seja crítico. Não acredite tanto assim em resultados milagrosos da noite para o dia. Isso é igual ao anúncio do “trago a pessoa amada em 3 dias!”. Não reparou que é bem semelhante?

Essa agressividade foi explorada e utilizada por um grande especialista em marketing digital no Brasil, mas não quero fazer propaganda gratuita dele. Afinal, o curso dele é muito bom, por sinal. Porém, está mais do mesmo. E todos repetem a mesma receita de bolo, sejam elas casas de análises, cursos de trader, coaching “financeiro”, pirâmides financeiras e tantos outros. Todas utilizam o mesmo artifício, sem exceção. Para atrair o consumidor, dizem que o produto vai esgotar em poucas horas, por causa do alto número de acessos…

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… ou que o produto é uma de oportunidade rara e restrita e, portanto, são para poucos clientes…

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… ou que o servidor parou de funcionar por causa da alta demanda, e por isso vai extender a oferta do produto.

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Desconfie que isso tenha realmente acontecido. Isso é para você se inscrever imediatamente e desembolsar a quantia necessária para comprar o produto oferecido. E como tem muitos iniciantes na bolsa recentemente, tudo por causa das altas dos últimos meses, os novatos, em busca do santo milagroso, acabam aceitando o produto, sem antes raciocinar e ter senso crítico. Uma pena! E depois vão culpar o mercado, e no futuro vão contar para os mais próximos que a bolsa é cassino e não serve para ele. Desculpe ser o “Mister M” da vez, mas precisam inventar outra fórmula.

Fique esperto.

Desculpe o desabafo.

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Não poderia deixar de mencionar o brilhante Pedro Damasceno. Aos 47 anos, nos deixou nesta semana, e deixou um legado. Foco em valor ao cotista no longo prazo e adepto do value-investing. Foi gestor da Dynamo. O fundo Dynamo Cougar rendeu 7.000% desde a fundação, em 1993, descontada a inflação durante o período. Se não me falha a memória, a Dynamo está fechada há mais dez anos para novos cotistas. Sabe aquele arrependimento de uma vida: de não ter sido cotista da Dynamo lá nos primórdios.

Para quem não o conhece, eis uma entrevista que ele concedeu ao Thiago Salomão, no final de 2016.

Espero que após ouvir o Pedro, tenha em mente que bolsa é para o longo prazo. Não caia na tentação de fazer trades curtos e alavancados. A sua mente investidora precisa estar voltada para ativos que gerem valor. Para isso, precisa estudar o mínimo da essência do value-investing, até porque no longo prazo, costuma compensar.




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Precisamos falar sobre a taxa de juros futura

Queria escrever este texto, porque leio e ouço burburinhos por aí que teremos em breve um país com uma taxa de juros de 6%a.a. ou até menos.

É possível isso acontecer? Na verdade, no Brasil tudo pode acontecer. Mas pela nossa história de juros e comparando com a de outros países em desenvolvimento, é provável que não.

“Ahhh 50segundos, mas desta vez é diferente!”, você poderia dizer isso!

Vamos comparar a tabela dos juros praticados no Brasil com a de outros países…
(Dependendo do dia que você ler este texto, a tabela pode estar desatualizada)

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Até a última reunião do Copom, estávamos na liderança do ranking, citado acima. Hoje, é a Rússia. Podemos dizer que os nossos concorrentes diretos são o México e a Turquia – não, não podemos nos comparar com o Chile ainda.

Atualmente, a taxa mexicana está em 7% e a turca em 8%, enquanto a brasileira, está em 8,25%. Ou seja, estamos quase na média entre esses países. É provável que ocorra mais uma queda na próxima reunião de Copom. Para aí sim, ficarmos em níveis de igualdade entre esses países, com a Índia e África do Sul destoando um pouco mais abaixo, em contrapartida, a Rússia mais acima.

É válido ressaltar que aquelas exorbitantes taxas de juros 14,25% a.a. não nos pertençam mais. Porque isso era péssimo para os empresários e também para o Governo. Taxas naqueles níveis só era bom para quem é rentista.

Voltando ao início do texto… Brasil ter taxas de juros abaixo de 6%a.a. projetadas para o ano que vem, seria muita audácia para um Governo só. Será?

Para os mais novos, quer saber o histórico das taxas juros no Brasil? É só clicar neste link aqui: https://www.bcb.gov.br/Pec/Copom/Port/taxaSelic.asp




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