Dilema do Uber – prejuízo no caixa e motoristas insatisfeitos. E agora?

Enfrentar a concorrência do táxi no Brasil não era tarefa fácil. Sabemos que o Uber enfrentou dificuldades para ser aceito no país e ser reconhecido.

A primeira medida era oferecer vantagem na tarifa para os passageiros. De cara, a adesão foi imediata. Quem não queria pagar mais barato que o táxi? Em algumas ocasiões, até com a tarifa dinâmica compensava em utilizar o táxi.

Depois da bandeira ser fincada, com o aplicativo funcionando a todo vapor em diversas capitais e com aprovação dos passageiros, apareceu mais um entrave.

Os motoristas do Uber perceberam que o lucro não era tão vantajoso assim. Pois é.

Para quem é motorista do UberBlack, apenas 80% do lucro das corridas fica com o motorista, o restante vai para o caixa da empresa. Se você for motorista do UberX, o lucro cai para 75% das corridas. E 25% vai para o Uber.

Um dos dilemas está aí. Com a tarifa baixa e lucro reduzido na corrida, os motoristas não estão tão satisfeitos assim. E olha que ainda não citei os gastos que o motorista precisa ter para colocar o carro em circulação. Tem o preço da gasolina exorbitante praticado no Brasil, mais os custos com internet no celular, gastos de manutenção dos veículos, além da água e das guloseimas.

Resultado foi uma greve dos motoristas do Uber sendo aderida em várias capitais do país.

Não venho aqui defender que a tarifa do Uber seja revista. Longe disso.

Para os passageiros, quanto menor, melhor.

Para os motoristas, quanto maior o lucro, melhor.

Mas aí é que está…

Sabia que para os investidores, o Uber ainda dá prejuízo?

Como o Uber não é uma empresa de capital aberto, não sabemos com exatidão o valor do caixa da empresa. Mas documentos vazados pelo site “Gawker” mostraram que a companhia não era lucrativa e enfrentava prejuízos crescentes, a ponto de registrar perdas de US$ 161 milhões no primeiro semestre de 2014. Em 2013, o prejuízo tinha registro de US$ 56,5 milhões.

Chegamos ao cerne da questão.

Reduzir a fatia que arrecada com os motoristas, a empresa não vai aceitar. Isso afetaria os futuros lucros da empresa.

Aumentar a tarifa para os passageiros, é uma questão a ser decisiva. Muitos passageiros, podem deixar de utilizar o aplicativo. Caso isso seja definitivo, poderá abrir concorrência para o Uber.

Não estou falando dos taxistas.

Mas sim de outra plataforma, o Lyft – que já funciona nos EUA; e também do Cabify, já disponível no Brasil.

Prepare-se, pois o mercado pode melhorar ainda mais para o passageiro.

Para os motoristas então, uma boa saída é ser cada vez mais eficiente. Assim como fez o Marlon, que criou um programa para ajudar os motoristas iniciantes no desafio de ganhar dinheiro sendo motoristas autônomos. Para ver como funciona o programa dele, clique aqui.




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