Acabou o amor entre XTED e Petrobras. Como Macaé sobreviverá?

Há duas semanas, estive em Macaé a trabalho. Foram apenas dois dias de estadia na cidade.

Deu para perceber que se transformou em Velho-Oeste.

Comércio com portas fechadas. Placas de venda aos montes. Ninguém nas ruas a noite. Estado crítico.

Mas antes disso, era impossível dar errado.

Aliás, não tinha como dar errado. Macaé, a menina dos olhos no setor de óleo e gás.

Há cinco anos, quando fui pela primeira vez conhecer a cidade, borbulhavam empreendimentos comerciais e residenciais na região.

Petróleo em alta. Inauguração de plataformas…

Enfim, parecia ser a cidade para se investir.

Foi o que fiz. Separei uma quantidade razoável em XTED11.

Quem poderia prever o rompimento desta união?

Sabemos que Petrobras ainda segue com os planos de desinvestimentos.

Quer vender tudo. Desde BR Distribuidora; gasodutos; Braskem e passando pela subsidiária argentina.

Recentemente, já cogitaram até a venda da Liquigás – ou para o Grupo Ultra ou Supergasbrás ou Copagaz.

Agora chegou a vez de desalugar os prédios do Atlântico Office, do fundo imobiliário XTED11.

Vale lembrar que a Petrobras já havia até feito o pedido de redução dos contratos.

Mas chegou a separação total de bens.

A saída da Petrobras no imóvel está prevista para o dia 27 de maio.

Para piorar a situação, não haverá incidência de multa com esta saída precoce. Sim, é doloroso.

Para piorar a situação pt. II, a cidade está abandonada.

O edifício Atlântico Office pode se tornar um gigantesco elefante branco.

Para piorar a situação pt. III, o rendimento das cotas pode cair para R$0,12 ou R$0,11.




Deixe uma resposta