Por que o conceito de não analisar a empresa pode trazer prejuízos no futuro? O caso Blackberry

Insisto em dizer que investimento é no longo prazo. Que é preciso focar no buy and hold, ao invés de ser trader no curto prazo.

Entretanto, nem tudo são flores.

A pessoa compra uma determinada ação de uma empresa, e a tal empresa “quebra”. Melhor ainda, de líder no ranking, ela passa a ficar estagnada e o valor de mercado chega a ser menos de 1%.

Você já deve ter ouvido falar do caso Kodak – líder do segmento de máquinas fotográficas, mas ficou estagnada, não evoluiu e o mercado engoliu.

Porém, trago outro exemplo ainda mais recente: Blackberry (BBRY – Nasdaq).

Em uma pesquisa feita pela Gartner, publicada nesta semana, mostrou que durante o 4T2016 foram vendidos mais de 432 milhões de smartphones. E desse total, apenas 207.900 mil eram de celulares com dispositivo operacional BlackBerry.

Para se ter uma ideia, esse resultado revela que a Blackberry possui valor de vendas no mercado global de smartphone de 0,0481%. Isso mesmo, a Blackberry tem quase 0,0% em vendas.

Em comparação, no quarto trimestre de 2016 foram vendidos 352,7 milhões de smartphones que executam o sistema operacional Android da Google. Isso representa cerca de 81,7% do mercado. Em segundo lugar é iOS da Apple, que vendeu 77 milhões de unidades no trimestre, com 17,9% de participação.

É válido ressaltar que a pesquisa está voltada para as vendas de smartphone e o seu sistema operacional. E que a Blackberry possui dois aparelhos celulares que funcionam com o sistema Android, logo esses dois aparelhos em questão estavam na lista de celulares vendidos pelo sistema Android.

O que quero dizer é que aquele celular com o sistema operacional Blackberry está próximo de 0%.

Abaixo confira o gráfico de cotações da Blackberry (BBRY – Nasdaq) para conferir a queda do valor da empresa e alguns dados fundamentais da empresa.

BBRY grafico

A Blackberry pode se reerguer no cenário? Nada é impossível. Porém, o sistema operacional dela, que era o carro chefe da empresa, naufragou no mercado.

Para quem apostou no buy and hold da Blackberry e abriu mão de analisar a empresa e verificar o cenário global, podemos dizer que perdeu capital.

Imagine só ter apostado grande parte do seu patimônio apenas na Blackberry? Por essas e outras, que é preciso analisar a empresa em que se está investindo e diversificar os seus investimentos.




Investimento não é um sprint. E sim, uma maratona!

Talvez eu seja uma pessoa que anda em direção contrária aos demais.

Enquanto muitos se enaltecem dizendo que a sua carteira rendeu mais que o índice ou ao CDI no último mês, eu sinto um vazio por dentro.

Vamos analisar a situação.

Você quer investimentos que durem por um mês ou para uma vida toda?

Eu escolho ad aeternum.

Por isso, gosto de comparar os investimentos com o esporte, mais precisamente com a corrida.

Investir não é um sprint de 100 metros. Na verdade, é uma maratona! Porque nesse aspecto, a resistência importa mais do que capacidade de explosão muscular.

Não se afobe porque você perdeu o ativo saltar mais de 8% na semana ou até no dia.

Terão outros oportunidades pelo caminho, pois a jornada é longa pela frente.

Porém, só quem leva a fama são os corredores de tiro curto.

Prefiro, levar os louros aos maratonistas. Quem sabe, até aos atletas de IronMan, estes sim conseguem trilhar em diversos caminhos extremos e todos são aplaudidos ao cruzar a linha de chegada.




“Seguro Bolsa” – mais um ato para arrecadar o seu dinheiro

Durante a semana, ficamos sabendo da calamidade que se passa no Estado do Espírito Santo. Lá não é exceção, RJ, SP, RN, RS… poderia listar todos os Estados que passam pela mesma sensação de insegurança.

Por causa da falta de segurança, começaram a pipocar um novo tipo de seguro na praça.

É o Seguro Bolsa.

Do que se trata?

É um seguro, igual ao que você paga para o automóvel, para a casa, de vida. Entretanto, protege os pertences que estavam na sua bolsa (ou mochila) em caso de perda, roubo ou furto qualificado.

Com tantos roubos e assaltos por aí, vou me sentir ‘protegido’, creio eu.

Porém, aí que vem a charada.

É preciso pagar uma mensalidade para isso e em alguns casos há um limite para ser ressarcido.

Se você ficou interessado pelo seguro bolsa, fique atento.

Há seguros que só indenizam até R$500,00. Em outros, precisam esperar mais de 30 dias úteis, para saber se você será ressarcido. Cuidado!

Sendo sincero…

Quantas vezes, você já foi assaltado na vida? Se foi mais de dez vezes, então, contrate logo o seguro.

Acredito que não é o caso, e realmente não compensa ter mais um gasto mensal na sua planilha de despesa.




Resolva estes problemas sociais e será um bilionário

Quer se tornar um bilionário?

Para isso, é preciso liderar e se dedicar a resolver um desses problemas que estão esperando para ser solucionados pela sociedade.

Não sabe quais?

Confira a lista:

1) Energia Elétrica via Wireless.
Esqueça as melhores baterias. O futuro dos telefones, tablets e de outras tecnologias funcionará da energia sem fio. Quem sabe, tente descobrir como transformar a sua TV ou até seu celular em uma fonte transmissora de energia elétrica sem precisar de fios e conexão.

2) Energia solar a preços acessíveis.
Hoje em dia, vimos os painéis solares apenas na classe alta.
O motivo é que são muito caros para instalar. Isso os torna inacessíveis para a classe média e baixa. Desta forma, projete uma célula solar barata e altamente eficiente. Assim, você teria o ‘poder’ da eletricidade.

3) Desalinização da água do mar
A escassez de água e a seca são um enorme problema. Mas e se pudéssemos transformar a água do oceano em água potável através da dessalinização? Até agora, ninguém projetou uma usina de dessalinização economicamente viável. Quem sabe, podemos resolver um dos problemas mais urgentes do mundo: a falta de água.

4) Zona rural com acesso a internet.
Sabemos que a Internet não funciona em algumas áreas. Principalmente, em zonas rurais e em países em desenvolvimento. Porém, resolvê-los não é uma tarefa fácil. O próprio Google e o Facebook estão trabalhando em projetos paralelos. E, acredite, ambos, estão enfrentando dificuldades. Se você puder encontrar uma solução mais rápida e mais barata que o Google, você poderia ter o tal ‘santo graal’ em mãos.

5) Melhorar as previsões meteorológicas
Prever as condições do tempo é difícil. Mas grandes eventos climáticos como terremotos, furacões, tornados e tufões custam bilhões de dólares a cada ano em danos. Para isso, é preciso desenvolver um modelo de previsão mais eficiente e ainda poderia salvar o mundo com custos bilionários. Enquanto isso, de quebra ainda colheria alguns bilhões com o seu desenvolvimento.

Dos cinco problemas citados, dois e meio estão relacionados a energia. Dizem que esta será a próxima evolução exponencial a ser explorada. Será que os ativos considerados seguros, como geradora, transmissora e distribuidora de energia elétrica atuais poderão estar com os seus “dias contados”?

Pois bem, considero que ainda é cedo para dizer.

E você, por acaso tem algum outro problema social que não foi citado e que necessita de solução? Escreva aí nos comentários…




Fevereiro – mês dos IPOs

Fazia tempo que não ocorria três IPOs (Oferta Pública Inicial) em um curto prazo de tempo.

Em uma semana, teremos 3 ofertas. Entre eles:

– Movida (MOVI3)
– Unidas (UNID3)
– Hermes Pardini (PARD3)

Não posso opinar sobre recomendação de compra das ações. Estou em cima do muro nas três.

Se você está interessado em participar das ofertas, eis as datas e a faixa de preço de cada uma.

Apenas posso alertar que o prazo final de reserva da Movida foi até o dia 3 de fevereiro. A faixa de preço indicada está entre R$8,90 e R$11,30 reais por ação.

Enquanto a Unidas, o prazo vai até vai até o dia 07 de fevereiro. O intervalo de preço indicado fica entre R$15,15 e R$18,71 reais por ação.

Já a Hermes Pardini, o prazo vai até o dia 8 de fevereiro. E a faixa de preço está entre R$18,71 e R$22,71 reais por ação.

O que posso dizer é que a MOVI3 e a UNID3 são concorrentes e ainda brigam com a Localiza (RENT3), a maior do setor no mercado de alugueis para automóveis, comercialização de veículos seminovos e gestão terceirizada de frotas.

Para quem não conhece, a PARD3 é uma empresa na indústria de medicina diagnóstica.

Isso é bom para nós. Quanto mais empresas fazendo IPOs, melhor para o mercado acionário brasileiro.

Atualização1: Por conta da pouca liquidez, MOVI3 reduziu o preço de oferta de R$8,90-R$11,30 para R$7,50 por ação.

Atualização2: E a UNID3 mudou o cronograma de seu IPO. A estreia ocorre com um dia de atraso, em 14 de fevereiro.

Atualização3: Depois de baixa procura, a UNID3 solicitou o cancelamento de sua oferta pública de ações. Uma pena!

Atualização4: Só falta bater o martelo, mas ao que tudo indica, em agosto sai o IPO da XP Investimentos.




Esqueça as recomendações dos analistas grafistas.

Pare de seguir grafista. Sim, isso mesmo!

Pare de seguir aquele analista que tem canal no youtube que indica para os seus seguidores investir na Carteira Rali XYZ.

Entretanto, na semana seguinte, o cara ainda tem a audácia de dizer que a tendência mudou, indicando aos seguidores se desfazerem da carteira.

Ou seja, o querido grafista recomendou a montagem da carteira no topo. Que amigo!!!

Fuja dessas ciladas. Isso só vai te trazer mais corretagem, mais perda de tempo e dinheiro.

Por que esses analistas de gráficos fazem isso?

O motivo é que os analistas grafistas são “patrocinados” por alguma corretora ou por algum agente autônomo de investimento, que também é patrocinado também por uma corretora.

Eu já até comentei neste outro post aqui: Por que as corretoras apenas recomendam ações no curto prazo?

E você já aprendeu que quanto mais corretagem, mais lucrativo é para a corretora.

Simples assim!

Pare de seguir recomendação de analista grafista. Ele só quer que você faça mais corretagem. Ele sequer está comprando ou vendendo o papel que indica.

“É cilada, Bino”!!!




Chegou o dia!!! Começaram a me perguntar sobre como investir na Bolsa

Em novembro de 2015, sem querer, em uma conversa informal sobre investimentos, avisei aos colegas de trabalho e com alguns amigos que era hora de investir na Bolsa de Valores, pois os preços praticados à época estavam descontados.

Todos ficaram espantados. E diziam que nunca fariam isso. Para eles, investir na Bolsa é igual a jogar em cassino. Portanto, preferiam a renda fixa ou ao fundo de investimento atrelado ao DI, pois assim teriam “altos retornos garantidos”

Quatorze meses depois do “tal aviso”, um deles, nesta semana, me perguntou como se faz para investir na Bolsa e também em como escolher os papeis.

Imediatamente, dois pensamentos vieram à tona:

1) Depois de mais de 40% de alta do Ibovespa desde o último alerta, e agora é que você vem me procurar? Deve ser os retardatários de final de festa, loucos querendo comer um pedacinho de farelo de bolo!!! Até porque já está sendo veiculado de que as ações decolaram ao longo de 2016, logo não querem ficar de fora.

Desta forma, imagino, quem sabe, até um provável topo do Ibovespa. Até porque tantos curiosos querendo “se aventurar” na Bolsa, justamente, depois de longa alta. Outro motivo é o Dow Jones. Ao romper a barreira histórica dos 20k, muitos, também iniciantes estão entrando no mercado por lá.

2) Em contrapartida, pensei que seria saudável explicar o investimento na Bolsa. Reclamamos tanto de poucas pessoas físicas investindo no Ibovespa, que seria louvável mais um interessado. Quanto mais pessoas investindo, mais líquido fica o mercado.

Resultado: Expliquei como funciona o mercado acionário ao “tal colega”. Relatei que os ativos estavam um pouco esticados, porque os preços, atualmente, não condizem com a realidade. Pois os preços, de agora, é apenas uma perspectiva de melhora econômica no futuro e mais outros blá blá blá…

E não é que ele ficou de pensar melhor no assunto. Porém, ficou bem interessado – espero não o ter assustado. Veremos as cenas dos próximos capítulos. E também as primeiras compras dele nas ações…

Depois de tudo isso, começo a desconfiar ainda mais. Quando as pessoas comuns, que não tem sequer noção de economia, começam a procurar a Bolsa em busca de investimento fácil, é porque tem algo errado por aí.

O problema maior é que sempre chegam tarde e querem comprar ativos bem próximos do preço de seu topo histórico. Consequentemente, nas primeiras oscilações, querem vender enquanto pode, pois não “aguentam” ao ver os preços das ações “desabando”. E, ainda, dizem por aí, que a Bolsa é um cassino. Infelizmente, uma pena ter esse pensamento…